Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Câmara do Porto decreta três dias de luto municipal por Miguel Veiga

Rui Duarte Silva

Corpo do advogado portuense estará em câmara-ardente no Palacete Visconde de Balsemão a partir do fim da tarde desta segunda-feira. Funeral realiza-se na terça-feira, às 15h, no cemitério de Agramonte

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Após ouvir as forças políticas da Câmara do Porto, Rui Moreira decretou que esta segunda, terça e quarta-feira serão dias de luto municipal na cidade onde nasceu "uma personalidade incontornável na advocacia e na política em Portugal". O corpo de Miguel Veiga, um dos fundadores do Partido Popular Democrático (hoje PSD) e antigo deputado da Assembleia Constituinte, falecido esta manhã na sua cidade, será velado a partir desta tarde no Palacete Visconde de Balsemão, realizando-se o funeral na terça-feira, às 15h, no cemitério de Agramonte, na zona da Boavista,

A Câmara do Porto lamenta a morte de uma personalidade incontornável da cidade, que vivia na Invicta e defendia com orgulho aguerrido a sua origem portuense. A autarquia recorda que Miguel Veiga, além de um notável percurso profissional no exercício da advocacia forense e de consultadoria, era também presidente da Comissão de Toponímia do Porto.

“A sua atividade política aproxima-o de valores democráticos, sendo um obreiro dos principais movimentos que têm gerido a cidade do Porto. Arauto da liberdade e independência, Miguel Veiga definia-se também como um buscador e um obstinado errante e avesso confesso do populismo, com uma racionalidade e coragem invulgares”, refere o site da Câmara do Porto.

  • Miguel Veiga, que amava o Porto, que amava a vida

    Bem humorado, amante da vida, advogado portuense, cofundador do PPD, hoje PSD, Miguel Veiga despediu-se esta segunda feira na sua casa na Foz do Porto, a cidade pela qual sempre se bateu com orgulho e paixão. A mesma paixão aguerrida com a qual atravessou a vida, a profissão e a política. Tinha 80 anos

  • Miguel Veiga na última entrevista ao Expresso: “Nunca me silenciaram”

    Naquela que foi a última entrevista concedida ao Expresso, em novembro de 2014, o fundador do PSD várias vezes ameaçado de expulsão, falecido esta manhã no Porto aos 80 anos, falou com o desprendimento de quem não tinha nada a perder nem a provar. E ninguém escapou. De Cavaco a Passos, passando por Barroso. Uma entrevista de vida mas com muita política pelo meio