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Política

Embaixador dos EUA em Portugal diz que relações bilaterais vão fortalecer-se

José Carlos Carvalho

Robert Sherman destaca o aumento da presença portuguesa no mundo “no espaço da inovação, sendo a Web Summit o maior exemplo, mas também a eleição de Guterres para secretário-geral da ONU, o que vai contribuir para que a relação com os EUA seja ainda mais forte”

O embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Robert Sherman, considerou esta quinta-feira que a relação entre os dois países "vai não só manter-se, mas também fortalecer-se", defendendo, sobre o Presidente-eleito Donald Trump, que é preciso "um espírito aberto".

Questionado sobre o que pode o mundo esperar da Presidência de Donald Trump, o embaixador nomeado por Barack Obama respondeu que "não sabemos como Trump planeia governar, porque não há uma bitola sobre serviço público anterior, mas o discurso de vitória, no qual disse que ser o Presidente de todos, é uma mensagem importante e podia ter sido proferido por outros presidentes".

Robert Sherman tentou passar uma mensagem de unidade do país, lembrando que a campanha foi "tumultuosa" e desvalorizando as notícias que dão conta de manifestações e alguns desacatos já depois das eleições. "A campanha acendeu muitas paixões, mas penso que no final as pessoas vão alinhar pela batuta dos líderes, e ambos disseram que agora é tempo de unidade; o discurso de Trump é exatamente o tipo de discurso que um Presidente eleito deve ter, e é um bom início para o Governo de transição", referiu o embaixador.

Robert Sherman revelou ter recebido instruções do secretário de Estado, John Kerry, sobre uma "transição suave", na linha do que já tinham dito o Presidente, Barack Obama, e a candidata derrotada, Hillary Clinton. Sobre o papel dos Estados Unidos no mundo e a opinião negativa generalizada sobre Trump, o embaixador desvalorizou as críticas e admitiu que "as pessoas nem sempre concordam com tudo o que dizemos", mas disse que "é preciso esperar pelas declarações e discursos" e concluiu: "espero que o mundo faça também o que Obama e Hillary disseram e encarem o novo Presidente dos Estados Unidos com uma mente aberta".