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Política

Novo presidente do CES diz que "o país está mais descomprimido"

Correia de Campos diz que existem condições para "um resultado positivo" nas reuniões de concertação social devido ao papel do Governo e de Marcelo Rebelo de Sousa no desanuviar do ambiente político

O novo presidente do Conselho Económico e Social, Correia de Campos, defendeu hoje que "o país está mais descomprimido do que estava depois de quatro anos de dificuldades" e que o atual Governo e o novo Presidente da República contribuíram para que o país viva hoje um ambiente mais positivo.

No final de uma reunião na Assembleia da República com o líder parlamentar do PS, Carlos César, Correia de Campos manifestou-se confiante de que existem condições para "um resultado positivo" nas reuniões de concertação social.

"O Governo trouxe outras soluções de governação, o Presidente da República descomprimiu o ambiente político e é ele próprio um promotor da concertação", defendeu Correia de Campos, recusando antecipar quaisquer comentários sobre discussões específicas como o braço de ferro em torno do aumento, ou não, do salário mínimo nacional para os 557 euros.

Correia de Campos - ex-Ministro da Saúde em governos do PS e que irá abandonar as funções de dirigente do partido enquanto ocupar a presidência do CES - terá como primeiro dossiê em mãos o parecer deste organismo ao Orçamento do Estado para 2017.

Questionado sobre o facto de ter falhado a maioria de dois terços na primeira eleição para o cargo numa eleição realizada no Parlamento a 20 de julho - o que obrigou a uma segunda votação - Correia de Campos garantiu guarda qualquer ressentimento sobre esse processo e que "o papel do presidente do CES é o de respeitar totalmente o papel dos deputados".