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Marques Mendes. “Gestores da Caixa colocaram-se numa posição insustentável”

O comentador diz que o Tribunal Constitucional deverá “secundar a interpretação do Presidente da República” e notificar os gestores da CGD a apresentarem as declarações de património

Luís Marques Mendes voltou este domingo a criticar a polémica sobre os administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que não são obrigados a apresentar as suas declarações de rendimentos. “É uma novela que já ninguém tem paciência. Para quê toda esta trapalhada?”, questionou o comentador no seu habitual espaço de comentário no Jornal da Noite na SIC.

Segundo o comentador, António Domingues pediu ao Governo para não apresentar a declaração de rendimentos, tendo recebido luz verde por parte do ministro das Finanças. “Aparentemente Centeno deu palavra a António Domingues e Costa terá opinião diferente”, sublinhou.

Considerando que a gestão do Governo relativamente à CGD tem sido um “desastre desde o primeiro dia” e que os “administradores se deixaram colocar numa posição insustentável”, o antigo líder do PSD disse que o Tribunal Constitucional deverá “secundar a interpretação do Presidente da República” e notificar os gestores da Caixa a apresentarem as declarações de património, o que constituirá uma “humilhação” para o novo presidente do banco.

Sobre o Orçamento do Estado para 2017, que foi aprovado esta sexta-feira na generalidade pela esquerda, Marques Mendes defendeu que o debate que antecedeu a votação comprovou que o Governo está “sólido de pedra e cal”.

“O doutor António Costa goste-se ou não é um senhor todo poderoso. (...) Ele está numa posição privilegiada”, afirmou Marques Mendes, frisando que o primeiro-ministro não tem oposição – como se viu no debate e nas sondagens – e que conta com o apoio do PS, dos partidos mais à esquerda e mais indiretamente do próprio Presidente da República.

Aliás, Marques Mendes disse acreditar que no próximo Orçamento do Estado o cenário deverá ser semelhante e eventualmente nos anos seguintes.“Sabe-se lá se não é assim com o quarto [OE] no fim da legislatura?”