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Expresso

Política

PCP pede “ação decisiva" ao Governo na renegociação da dívida

Marcos Borga

PCP valoriza “os avanços” introduzidos no Orçamento do Estado, mas diz que o documento “contém manifestas insuficiências e limitações”, fruto de “opções do Governo e do PS em relação à dívida publica e às imposições europeias”

O deputado comunista Paulo Sá foi o mais recente porta-voz dos sucessivos pedidos que têm vindo das bancadas à esquerda do PS, durante a discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2017, para que o Governo assuma a reestruturação da dívida pública como uma necessidade urgente para o país.

Depois de João Oliveira (PCP), Mariana Mortágua, Pedro Filipe Soares ou José Manuel Pureza (BE) terem já abordado o assunto, Paulo Sá insistiu ao início da tarde que embora o partido valorize "os avanços" introduzidos no OE, o documento "contém manifestas insuficiências e limitações", fruto de "opções do Governo e do PS em relação à dívida publica e às imposições europeias".

"A dívida publica e os juros da dívida representam um fardo para Portugal. Mesmo nas previsões mais otimistas seriam precisas várias décadas para que a dívida pública descessse abaixo de 60% como previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento", disse, antes de constatar que "os juros consomem 10% do PIB, mais do que o investido no Serviço Nacional de Saúde". "Quando pagamos mais de 8 mil milhões de juros falta depois dinheiro para as funções sociais do Estado", prosseguiu, pedindo de seguida ao Governo "uma ação decisiva de renegociação da dívida, reduzindo significativamente os juros que pagamos", para libertar recursos de que o país precisa para investir".