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Política

PAN disponível para “caminho de diálogo” com “medidas concretas e tangíveis”

Marcos Borga

André Silva confirmou que se absterá na votação na generalidade da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2017

O deputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) criticou esta sexta-feira a proposta de Orçamento por "privilegiar indústrias altamente poluentes" e não avançar na proteção e no bem-estar animal, mas está disponível para discutir medidas que o possam melhorar.

"O PAN continuará num caminho de diálogo aberto propondo medidas concretas e tangíveis, possamos deixar as barreiras ideológicas à porta das comissões", afirmou André Silva, confirmando que se absterá na votação na generalidade da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2017.

O deputado argumentou que "em plena recessão ecológica e perante a maior crise nacional e internacional que são as alterações climáticas, o Orçamento que o Governo e os partidos que o suportam apresentam e que não integra contributos do PAN, continua a privilegiar indústrias altamente poluentes que impactam negativamente a saúde de todos os portugueses e o ambiente".

"Também a proteção e o bem-estar animal - uma causa que todos os partidos no parlamento dizem defender- não encontra neste Orçamento nem neste debate nenhum avanço que materialize as declarações de intenções com que se adornam os discursos políticos de ocasião", afirmou.

Contudo, André Silva sublinhou que o PAN recusa "formas de oposição inconscientes que rejeitam à partida ideias sem as conhecer ou debater, pelo que a abstenção do PAN reconhece exercício justo e equilibrado na reposição de rendimentos, procura de receita através de impostos indiretos".

"Esta é uma posição que deseja ver o ambiente no centro do debate político", declarou.