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Catarina Martins: “Falta tanto para fazer, mas ninguém pode negar o tanto caminho feito”

Marcos Borga

A líder do Bloco defendeu que o Orçamento é “o primeiro em cinco anos sem um retificativo pelo meio” e é acompanhado por um compromisso de aumento do salário mínimo e do fim da precariedade

Catarina Martins considerou esta sexta-feira que “ainda há muito para fazer”, mas que já muito foi feito no último ano. No encerramento do debate do Orlamento do Estado para 2017, a coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu que este é o “primeiro OE em cinco anos sem um retificativo pelo meio”.

“Falta tanto para fazer, há tanto caminho opara fazer, mas ninguém pode negar o tanto caminho feito”, disse Catarina Martins. “ Este é um orçamento constituciona e que é acompanhado pelo um compromisso do aumento do salário mínimo e contra precariedade. Mas ainda falta muito”, acrescentou.

Catarina Martins saudou o ministro das Finanças por dizer a “verdade incómoda” de que Portugal precisa de uma redução dos juros da dívida, avisando que esta afirmação se confronta “com a Europa da mentira”.

“Registamos, como toda a gente registou, que o Governo aceitou ontem [quinta-feira] claramente que é preciso negociar uma redução dos juros da dívida pública. É uma novidade importante", disse Catarina Martins na sessão de encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).

A líder do Bloco teceu duras críticas às instituições europeia, acusando-as de “chantagem” e “exttremismo”. “As instituições europeias não são pessoas de bem”, disse.

Segundo Catarina Martins, “este debate orçamental é marcado pelo choque frontal entre as aspirações populares da recuperação, da economia, do emprego, de quem partiu na vaga migratória e a chantagem europeia em torno do pagamento da dívida e do cumprimento do Tratado Orçamental”.

“Este ano de governação do Partido Socialista confirma-o. Este governo realiza medidas importantes de recuperação de direitos e rendimentos mas tudo isso ocorre apenas nas margens da chantagem e das restrições europeias”, evidenciou.