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CDS. “Há muita vida aquém do Orçamento”

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Deputado do CDS diz que Vieira da Silva “é a cara do aumento da desigualdade”. O ministro responde e lembra que nunca durante o anterior Governo se falou em aumento de pensões. “Agora estamos a dicustir o aumento. É todo um outro mundo”

A intervenção de Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Segurança Social, "foi aquém do que o país precisa", disse o deputado do CDS Filipe Anacoreta Correia, esta sexta-feira, no Parlamento, no segundo dia de debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2017. "Há muita vida aquém do Orçamento", acrescentou. "É diferente propor valores e executar valores."

O deputado da bancada centrista questionou ainda o ministro sobre "onde vai fazer cortes e aumentar receitas que não diz no Orçamento". E volta à mesma pergunta sobre as pensões: "Como é possível poder dizer que aumenta umas pensões e não aumenta aquelas que são as mais baixas das mais baixas e reivindicar que isso é justiça?" Anacoreta Correia disse ainda que o ministro "foi responsável em 2009" pela inversão do ciclo positivo de desigualdade. "É a cara do aumento da desigualdade."

Em resposta, Vieira da Silva reconhece a sua "responsabilidade nas políticas sociais em Portugal". "Nunca fugi", disse, sublinhando "fazer parte de um partido que nunca fugiu às suas responsabilidades". "Dei sempre a cara", acrescentou.

"As pensões que se pagam são as pensões a que as pessoas têm direito. O Governo não alterou isso. Paga as prestações a quem tem direito e o resultado orçamental é isso", declarou, sublinhando que o Governo não alterou nenhuma fórmula de cálculo das pensões. "É a evolução natural que o sistema tem."

Vieira da Silva reforça ainda a mudança não de página "mas de livro", quando se discute um aumento de pensões e não o seu corte. "Não houve um ano em que o debate orçamental [do anterior Governo] não fosse marcado pelo corte das pensões. Agora estamos a dicustir o aumento. É todo um outro mundo."