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António Costa: “A conclusão é óbvia: sim, havia alternativa”

Marcos Borga

Em 30 minutos e 59 segundos, António Costa defendeu o porquê do OE2017 ser a “escolha certa” e o caminho a seguir. No discurso de encerramento do debate na generalidade, o primeiro-ministro insistiu que esta é uma visão para futuro e que quer “melhorar a vida dos portugueses”. E ainda atirou na direção do líder social-democrata: “A única pessoa que existe no discurso de Passos Coelho é ele próprio e o fantasma do seu Governo”

Com folhas A4 escritas à mão, António Costa subiu ao púlpito e fechou o debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2017. Em 30 minutos e 59 segundos, o primeiro-ministro justificou e explicou o caminho escolhido pelo Governo, aquele que trouxe o país até “ao défice mais baixo da democracia” portuguesa, e que continuará a ser percorrido. “Este é um orçamento ao serviço do futuro” e que “honra” os compromissos com os portugueses, com a maioria parlamentar e com a União Europeia.

“Chegamos hoje aqui depois de termos cumprido a execução orçamental em 2016, com menos 80 mil desempregados e mais 90 mil postos de trabalho criados, tendo eliminado a sobretaxa para 68% dos contribuintes, tendo repostos salários e o complemento solidário para idosos, tendo descongelado o abono de família, reduzindo o horário de trabalho dos funcionários públicos para 35 horas, baixando o IVA da restauração e repondo os feridos”, disse Costa.

“A conclusão é óbvia: sim, havia alternativa. O caminho é aquele que nós estamos a prosseguir e que vamos continuar a prosseguir”, acrescentou.

As críticas à governação do Executivo anterior fizeram parte do discurso e Passos Coelho, que falara antes de Costa, ouviu o que provavelmente não queria ouvir. O primeiro-ministro acusou os sociais-democratas de serem “as únicas pessoas que ficariam melhores se o país estivesse pior” e de não apresentarem qualquer ideia ou mensagem que pudesse melhorar o documento que estava a ser debatido.

“Ouvi com especial atenção os 20 minutos do líder da oposição. E durante esses 20 minutos de Passos Coelho não ouvi uma ideia para o país. O mais extraordinário é que durante 20 minutos não falou uma única vez das pessoas. A única pessoa que existe no discurso de Passos Coelho é ele próprio e o fantasma do seu Governo. É por estas e por outras que credibilidade da direita se esvai a cada dia em que o diabo teima em não aparecer”, atirou Costa.

Um orçamento com “mais crescimento, mais emprego e maior igualdade”

Para António Costa, “há mais vida além do OE”, mas “o OE faz parte da vida e, por isso, a prioridade é melhorar a vida dos portugueses”, acrescentou Costa, explicando que isso está patente no documento através da redução “para todos da carga fiscal” e de diminuição da “tributação sobre aos salários e as pensões”.

“Há mais vida além do OE”, insistiu. “E por isso o OE é só um instrumento para uma visão para Portugal. Este OE é um instrumento que se articula com os demais instrumentos como o Plano Nacional de Reformas”.

“É um OE que faz escolhas, que quer mais rendimento e menos carga fiscal, mais conhecimento e menos empobrecimento. Este é o OE que faz a escolha certa. Este é o OE que reforça a confiança, porque é coerente com a visão estratégica que consta no nosso Plano Nacional de Reformas, que dá confiança às famílias, às empresas, às regiões autónomas, aos autarcas, aos parceiros, à União Europeia e aos cidadãos”, argumentou António Costa. “Em suma, este é um OE que investe em mais crescimento, mais emprego e maior igualdade, porque este é o destino que queremos para o nosso país”, concluiu.