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Política

Abreu Amorim acusa BE de “estar à venda” por “um naco de poder”

Marcos Borga

Deputado do PSD acusa BE de ser “um anexo situado nas traseiras do PS” e de ter abdicado “por completo do que defendia há anos”

O deputado do PSD Carlos Abreu Amorim acusou esta sexta-feira o Bloco de Esquerda de ser "um partido que está à venda". "Vende-se por um naco de poder e vende-se por um preço cada vez mais baixo", defendeu durante o segundo dia de discussão na generalidade sobre o Orçamento do Estado para 2017.

Em resposta a uma intervenção do deputado bloquista José Manuel Pureza, Abreu Amorim criticou o facto de o BE dizer que "o Orçamento é o possível, mas que não é o que queria, que é do PS, mas que não tem as propostas que o BE preferia se fosse Governo".

Invocando o treinador Jorge Jesus e a sua vontade de "mudar as regras" depois de ter sido expulso do banco num jogo recente, Abreu Amorim comparou o Bloco a alguém que declara de forma "imponente" que quer "mudar as coisas". Mas sem efeito prático. "A grande conclusão neste debate é que o BE hoje não passa de um anexo situado nas traseiras do PS. Abdicou por completo do que defendia há anos. No fim desta aventura da geringonça, para o BE e não só, recordando o mesmo treinador, podemos dizer que não serão 'bocejados' pela sorte", argumentou.

Na resposta a Abreu Amorim, José Manuel Pureza garantiu que o Bloco de Esquerda não está è venda e que "não se submete a interesses, como outros fizeram". E voltou a socorrer-se de alusões futebolísticas para passar a bola para a bancada social-democrata. "O PSD arrisca seriamente fazer aqui o papel que fazem os treinadores de futebol que perderam 3-0 mas depois dizem que tiveram uma grande atitude".