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Política

PSD critica Governo: “Estão a fazer este OE a pensar na vossa sobrevivência política”

Marcos Borga

O deputado social-democrata António Leitão Amaro aponta o dedo ao Governo, lembrando terem "falhado todas as metas" que traçaram inicialmente. Crescimento da economia, emprego, exportações, investimento e consumo privado no centro das críticas do PSD. Já sobre a devolução sobretaxa de IRS, o deputado considera ter sido "um embuste"

Depois da primeira intervenção do ministro das Finanças, no arranque do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2017, o deputado social-democrata António Leitão Amaro criticou o orçamento considerando ser uma "má proposta que insiste no caminho errado, com resultados medíocres". "Estão a fazer este Orçamento a pensar na vossa sobrevivência política", criticou o deputado, sublinhando o peso das eleições autárquicas de 2017 nas escolhas do Governo.

"Este é um OE de um governo que está a mostrar um desempenho sofrível", afirmou Leitão Amaro. "Portugal pode ter muito mais do que está a ter em 2016 e que, pelas contas do Governo, terá em 2017."

Comparando com as "metas estabelecidas" pelo Governo em vários indicadores, o deputado social-democrata acusa o atual Executivo de não as ter cumprido. "O que dizem os resultados, os vossos próprios números para 2017? Falharam todas as vossas metas. Em 2016 mas também em 2017 todos os indicadores são piores do que em 2015 e vários deles piores que em 2014." Em causa, diz Leitão Amaro, está o crescimento da economia, o emprego, as exportações, o investimento e consumo privado. "O investimento público afunda", declara. "O vosso desempenho é medíocre, os resultados é sofrível e os portugueses é que pagam."

O deputado do PSD criticou em concreto o "embuste" à volta da devolução da sobretaxa de IRS, acusando o Governo de "enganar" os portugueses e por uma razão em particular: as eleições autárquicas de 2017.

"É um orçamento que não puxa pela economia, trata mal os empresários e quem quer investir", disse ainda Leitão Amaro, defendendo que este OE agrava a instabilidade fiscal e as desigualdades sociais.