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Governo “colocou-se de cócoras” perante CGD

Pedido do novo presidente da Caixa Geral de Depósitos é “legítimo”, mas “não devia ter sido aceite pelo Governo”. Ministro das Finanças “só disse metade da verdade” por temer uma “tempestade política”. Palavras de Luís Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário na SIC

Helena Bento

Jornalista

Luís Marques Mendes acusou o Governo de ter redigido um regime de exceção para os gestores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), de modo a isentá-los do dever da apresentação de declarações de rendimentos e de património, conforme terá sido pedido por António Domingues e pela sua equipa. “Tudo isto foi feito sem transparência e às escondidas. E tenho a certeza de que foi intencional”.

Marques Mendes, que falava no seu habitual espaço de comentário na SIC, disse que essa exceção foi uma “linha vermelha” imposta por Domingues para presidir à CGD. A imposição é “legítima”, mas “não devia ter sido aceite”, considera.

O Governo colocou-se de cócoras”, disse ainda o comentador, acusando o ministro das Finanças, Mário Centeno, de “ter desviado as atenções para a questão salarial porque sabia que, se contasse a verdade toda isso, provocaria uma tempestade política”. Na opinião de Marques Mendes, esta situação deve ser resolvida por António Domingues e pela sua equipa.

Polémica da falsas licenciaturas

“Tudo isto tem muito a ver com as juventudes partidárias”, disse também o comentador, quando questionado pela jornalista a respeito da recente polémica em torno das “falsas” licenciaturas de membros do Governo. “Muitas destas juventudes, muitos destes jotinhas, sejam eles de que partido forem, não tiraram um curso, não têm aptidão profissional e recorrem, muitas vezes, a estes expedientes para conseguirem um trabalho”.

Considerando a situação “lamentável”, Marques Mendes chamou ainda a atenção para “esta obsessão que nós temos pelas licenciaturas, como se uma pessoa não licenciada não fosse capaz de ser tão competente quanto uma licenciada”.