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BE lembra Miguel Relvas. “Direita não tem créditos” para pedir demissão do ministro da Educação

JOSÉ COELHO / Lusa

Bloco de Esquerda diz que a demissão do chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Nuno Félix, é um “caso encerrado”

Depois de o chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto ter fornecido informações alegadamente incorretas sobre as licenciaturas que dizia possuir e de o CDS ter exigido a demissão do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o Bloco de Esquerda (BE) considera este um “caso encerrado” e afirma que a direita não tem “grandes créditos” para falar do caso.

À margem do encerramento das jornadas parlamentes do BE, o deputado Jorge Costa disse aos jornalistas presentes que, para o Bloco, é um caso encerrado. “As pessoas que falsearam dados sobre as suas habilitações foram identificadas, foram afastadas e é um caso em que não há muito mais a acrescentar”, considera o vice-presidente da bancada parlamentar bloquista.

Apesar de reconhecer que “não é nada normal as pessoas falsearem dados sobre as suas habilitações” e de considerar uma atitude “condenável”, Jorge Costa acrescenta que, “infelizmente, é mais frequente do que seria imaginável”.

O CDS afirmou, esta sexta-feira, que o ministro da Educação não tem condições para permanecer no cargo, por alegadamente ter ocultado a situação de Nuno Félix, o referido chefe de gabinete. No entanto, o deputado do Bloco recua ao passado e ao caso da polémica licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política – entretanto retirada em tribunal – para concluir que a direita não tem “grandes créditos” para vir fazer esse tipo de exigências.

“Não há ninguém que não se recorde do tempo que ficou no seu lugar o ministro Miguel Relvas”, atirou o deputado bloquista, para quem “a direita tem muito pouco por onde pegar neste assunto e faria melhor em escolher outro tema”.

Dois membros do Governo ficam a ver o emprego por um canudo no espaço de uma semana

Nuno Félix alegou ter frequentado o curso de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa e o curso de Direito da Universidade Autónoma, mas ambas as instituições vieram desmentir o chefe de gabinete demissionário. O Ministério da Educação, numa resposta enviada à Agência Lusa, esclarece que apenas agora teve conhecimento do caso.

Esta é segunda baixa na equipa do Executivo no espaço de uma semana, depois de o adjunto de António Costa para os Assuntos Regionais ter sido demitido, por declarar, para efeitos de nomeação, uma licenciatura que não detinha.