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Função Pública: Governo promete identificar prioridades para descongelamento de carreiras

José Caria

Em resposta aos deputados, no Parlamento, o ministro das Finanças não se compromete com desbloqueamento de carreiras mas dá sinal a parceiros de esquerda

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O ministro das Finanças, afirmou esta terça-feira em audição parlamentar que o Governo vai identificar até ao final de 2017 as áreas da administração pública onde poderá ser mais prioritário o descongelamento de carreiras.

"Algumas áreas vão ser objeto de análise até final de 2017 para se adotarem as políticas adequadas com vista à estabilidade e rejuvenescimento na Administração Pública", prometeu, em resposta a uma questão da deputada do BE, Mariana Mortágua, considerando que "um passo seguinte que tem ser dado, e está calendarizado para 2018, é pensar naquilo que é o maior flagelo na gestão de recursos humanos da Administração Pública: o congelamento das carreiras".

Tanto o BE como o PCP insistem na necessidade de desbloqueamento das carreiras da função pública - um dos pontos das posições conjuntas para a legislatura assinadas pelos parceiros de esquerda em novembro de 2015. A proposta de lei do Orçamento que deu entrada no Parlamento não se compromete com avanços nesta matéria.

Durante a audição desta tarde, a área da Função Pública e a questão dos juros da dívida evidenciaram as diferenças entre PS e os parceiros de esquerda. Os partidos à esquerda do PS criticaram a sujeição às regras orçamentais impostas por Bruxelas e os constrangimentos provocados pelos juros que o país paga pela elevada dívida pública que tem.