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CDS diz que OE2017 pensa nas autárquicas e foi desenhado para “assegurar o poder”

José Caria

Centristas defendem que a forma como o fim da sobretaxa e o aumento das pensões está desenhado permitem que os benefícios coincidam com as eleições autárquicas de 2017 e configuram “uma tentativa para assegurar o presente no poder, comprometendo o futuro de todos nós”

A deputada do CDS Cecília Meireles acusou esta tarde o ministro das Finanças de ter desenhado um Orçamento do Estado para 2017 que representa "uma tentativa para assegurar o presente no poder, comprometendo o futuro de todos nós".

Depois de criticar o facto de o Governo ter voltado atrás na decisão de acabar com a sobretaxa logo em janeiro de 2017, como estava inicialmente previsto, e de Centeno ter justificado essa decisão com o entendimento de que "os compromissos se avaliam numa hierarquia" e que algumas vezes são "conflituantes", Cecília Meireles fez um exercício sobre o que está previsto no próximo OE.

"Ouço as exigências de justiça da esquerda e na sobretaxa e nas pensões, mas noto que elas só começam a acontecer lá para maio, junho e sobretudo em agosto... Porque é que não acaba logo a sobretaxa não aumenta as pensões no início do ano logo em quatro ou cinco euros? Ou está cheio de medo que a meio do ano haja conflito na hierarquia de compromissos ou então, só a partir de de março e até setembro/outubro é que vamos sentir essas medidas?. O que é que será que vai acontecer lá para outubro? Tenho muito receio de que este OE seja simplesmente uma tentativa para assegurar o presente no poder, comprometendo o futuro de todos nós", argumentou a deputada do CDS.