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Bloco troca Havana por Bragança

TIAGO PETINGA / Lusa

Jornadas parlamentares do BE afastam bloquistas da visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa a Cuba

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

"De Bragança a Lisboa são nove horas de distância", cantavam os Xutos e Pontapés nos anos 80. De Lisboa a Havana são 8 horas e 43 minutos de distância, diz o Google por estes dias. A duração da viagem para Bragança até já encolheu, mas na hora de escolher entre beber mojitos com Marcelo Rebelo de Sousa no calor do Caribe ou atacar um folar transmontano no frio nortenho, o Bloco de Esquerda não hesitou: toda a bancada bloquista estará na sexta-feira e no sábado nas jornadas parlamentares do partido, que se realizam em Bragança e Vila Real – não houve, por isso, ninguém disponível para acompanhar o Presidente da República na viagem de Estado a Cuba, que acontece esta quarta e quinta-feira.

O gabinete de comunicação do BE explicou ao Expresso que as jornadas parlamentares – que deverão ser dominadas pelas questões do Orçamento do Estado – são a razão principal para o partido ter sido o único a recusar integrar a comitiva oficial do Presidente da República. Todos os restantes partidos aterrarão em Havana: Luís Montenegro (PSD), Idália Serrão (PS), Hélder Amaral (CDS), António Filipe (PCP) e José Luis Ferreira (PEV) são os deputados que vão acompanhar Marcelo Rebelo de Sousa nesta viagem, que inlcui um encontro privado entre o chefe do Estado e Fidel Castro.

Para além da sobreposição de agendas (não seria possível voltar de Havana e estar em Trás-os-Montes em tempo útil), há outro motivo para o BE não embarcar no avião presidencial. "Não tem sido prática do BE particiapar em visitas de Estado. Das poucas em que participámos, privilegiámos sempre países com fortes comunidades portuguesas", diz o assessor de imprensa do Bloco. O que não é, manifestamente, o caso de Havana. Já se fosse Varadero nalguns períodos de férias...