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Costa sem “nenhuma expectativa positiva” quanto a propostas do PSD para o OE

OLIVIER HOSLET

Em entrevista ao “Público, Passos Coelho diz que o PSD vai “definir, com clareza, que espaço é que pode existir para apresentarmos propostas dentro deste orçamento” - mas sem entrar em “mercearia orçamental’. Costa reage

O primeiro-ministro disse esta sexta-feira, em Bruxelas, que não tem “nenhuma expectativa positiva” relativamente a eventuais propostas para o Orçamento do Estado de 2017 a apresentar pelo PSD, acrescentando que as já conhecidas “serão certamente rejeitadas pela maioria na Assembleia da República”.

“Isso depende das propostas quando elas aparecerem. Daquilo que temos ouvido o PSD dizer, e conhecíamos que era a vontade do PSD, não tenho nenhuma expectativa positiva. Se é para repor os cortes nos vencimentos, se é para fazer o corte que tinham prometido fazer de 600 milhões de euros nas pensões, são propostas que não geram nenhuma expetativa positiva e que serão certamente rejeitadas pela maioria na AR”, declarou António Costa.

Relativamente a críticas do líder do PSD por alegadamente o Governo não querer baixar impostos, Costa considerou que “deve resultar ou de uma má compreensão do que foi dito ou de alguma desatenção” de Pedro Passos Coelho “daquilo que consta do Orçamento de Estado, que é não só uma redução global da carga fiscal em 2017, talvez como houve uma redução da carga fiscal em 2016, como uma redução concreta de vários impostos importantes”.

“Portanto, essa do nunca baixarmos impostos, não. Temos mesmo estado sempre a baixar impostos”, afirmou.

Quanto às relações com a União Europeia, o primeiro-ministro disse que “correm serenas, descontraídas e calmas”, não antevendo “nenhuma dificuldade especial na apreciação europeia do Orçamento do Estado”. António Costa falava aos jornalistas a propósito das conclusões do Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas.

Esta sexta-feira, em entrevista ao “Público”, Passos Coelho diz que o PSD vai “definir, com clareza, que espaço é que pode existir para apresentarmos propostas dentro deste orçamento”. “Não excluí essa possibilidade, (...) embora muito coerentemente exclua que o PSD entre naquilo a que se chama ‘mercearia orçamental’. Portanto, não vamos andar a fazer propostas avulsas, sobe aqui, desce ali.