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Política

Passos em silêncio sobre salários na CGD

MÁRIO CRUZ/LUSA

Presidente do PSD recusou “fazer comentários sobre a política interna”, à margem da tomada de posse do Presidente da República de Cabo Verde

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, escusou-se esta quinta-feira a comentar a polémica em torno dos vencimentos dos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), alegando não querer falar de assuntos internos no estrangeiro.

Pedro Passos Coelho, que falava aos jornalistas em Cabo Verde à margem da tomada de posse do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, adiantou não querer "fazer comentários sobre a política interna".

"Não vou fazer comentários sobre a política interna, nunca fiz no passado. Hoje é um dia significativo aqui, em que toma posse novamente o presidente da Republica Jorge Fonseca, que tem sido uma pessoa muito próxima de Portugal", disse Passos Coelho.

O líder da oposição adiantou que enquanto primeiro-ministro visitou Cabo Verde algumas vezes e que enquanto presidente do PSD na oposição considerou "muito importante poder também deste lado mostrar o grande reconhecimento pelo trabalho que se tem feito em Cabo Verde, independentemente dos círculos políticos".

"Sobretudo o apreço enorme, tenho a certeza, a maioria dos portugueses sente por Cabo Verde, pela cultura cabo-verdiana e pelos cidadãos cabo-verdianos. Não quero deixar de me associar a este dia de festa, mas a política doméstica vai ter que ficar mesmo para Lisboa", disse.

Jorge Carlos Fonseca, que venceu as eleições de 02 de outubro com 74% dos votos, toma hoje posse para um segundo mandato de cinco anos.

O novo presidente do Conselho de Administração da CGD, António Domingues, vai ganhar 423 mil euros anuais e os vogais executivos vão auferir 337 mil euros por ano.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, explicou no parlamento que "a política remuneratória dos administradores da Caixa corresponde à mediana no setor em Portugal", uma métrica que, segundo disse, não influencia o mercado "nem no sentido de o inflacionar nem no de [estes salários] estarem fora do mercado".

Mário Centeno garantiu ainda que "a aplicação da regra anterior na determinação da remuneração destes mesmos membros [significa que] o custo total de remunerações seria superior", comparando com o que é agora seguido.