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Política

Jerónimo dramatiza OE, Verdes não acharam Marcelo “muito preocupado”

PCP e Verdes garantiram ao PR que aprovam o OE na generalidade. Mas querem melhorias antes da votação final. Não acharam, no entanto, Marcelo “muito preocupado”

Jerónimo de Sousa deixou à saída da audiência com o Presidente da República uma ideia central: o Orçamento do Estado (OE) de António Costa terá a aprovação dos comunistas na generalidade, mas para tê-la na votação final são necessárias algumas melhorias.

José Luís Ferreira, o representante dos Verdes, que também foi a Belém esta quinta-feira, partilhou a ideia de que há melhorias a introduzir no OE, mas retirou gás à dramatização ao revelar que não achou Marcelo Rebelo de Sousa "muito preocupado".

Seja um mero esticar da corda para ainda conseguir algum ganho de causa, seja uma ameaça real de que o folhetim orçamental ainda pode acabar mal (cenário que Belém afasta totalmente), certo é que os comunistas saíram de Belém a dizer que "não passam cheques em branco antecipados".

Jerónimo de Sousa deixou o aviso: o PCP "dá muito valor" à discussão na especialidade e vai, no Parlamento, "fazer um esforço para melhorar, tornar mais justo e eliminar aspetos negativos" da proposta orçamental do Governo.

Num discurso antiBruxelas, o líder comunista apontou como obstáculos ao desenvolvimento do país "os constrangimentos que resultam da União Europeia, como o défice e a dívida". Jerónimo de Sousa insistiu na necessidade de reestruturar a dívida, algo de que "Portugal precisa como de pão para a boca". E propôs-se "mentalizar" o Governo disso - "é preciso talhar o pano ao pé da obra".

Do lado dos Verdes, José Luís Ferreira também defendeu melhorias no OE mas claramente desdramatizou a aprovação do documento, quando remeteu para "o PSD e o CDS" a pergunta sobre a sua viabilização, "porque todos os outros partidos estão em sintonia na elaboração e na construção deste Orçamento do Estado".

André Silva, do PAN, também foi recebido pelo PR e, à saída, acusou o Governo de não dar prioridade ao ambiente, que levou um corte de 10,5% neste OE. O partido aprovará o Orçamento na generalidade mas faz depender a votação final de propostas que irá apresentar.