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Assunção Cristas.“Vejo o Governo com os parceiros de esquerda bem entendido”

Luís Barra

Líder do CDS diz que cabe ao seu partido apresentar soluções e mostrar que existe uma alternativa ao Governo. Jorge Coelho elogiou a postura do CDS, que contrapôs à do PSD, que na sua opinião só critica e não apresenta alternativas

Assunção Cristas disse esta quinta-feira acreditar que há condições para a atual legislatura durar quatro anos, uma vez que o Executivo e os parceiros de esquerda estão de acordo no “essencial. E defendeu que cabe ao seu partido apresentar soluções e mostrar que existe uma alternativa ao Governo.

“Sabemos que a legislatura por norma dura quatro anos e vejo o Governo com os parceiros de esquerda bem entendidos no essencial, apesar das diferenças”, afirmou a líder do CDS no programa “Quadratura do Círculo” na SIC Notícias.

“Todos os parceiros de coligação têm incentivos individualmente para que o Governo dure quatro anos”, insistiu.

Na opinião da líder centrista, o CDS terá que continuar a mostrar que defende um caminho diferente, apresentando outras opções. “O nosso trabalho tem que ser muito intenso diariamente, nomeadamente a nível parlamentar. Temos que demonstrar como fazemos diferente, não sublinhar apenas o que nos parece errado, mas apresentar sempre algumas daquelas que seriam as nossas apostas”, sustentou.

Desde que assumiu a liderança do CDS, Assunção Cristas sublinhou que o partido apresentou várias propostas nomeadamnete ao nível dos apoios às famílias e natalidade, idosos e proteção social. E que o partido ambiciosa crescer e assumir maior peso na governação no futuro.

Jorge Coelho elogiou a postura do CDS, que contrapôs à do PSD, que na sua opinião só critica e não apresenta alternativas. “É evidente que o CDS sob a liderança desta senhora aqui tem tido um papel diferente do PSD, que não propõe nada, alternativas nenhumas e recusa-se a participar em coisa alguma”, considerou o socialista.

O PSD, frisou Jorge Coelho, está sempre a dizer que “parece que o Governo vai acabar no dia seguinte, anuncia tanta desgraça”, mas depois nada acontece. “[O PSD] está a caminho de uma situação complexa, portanto não é o caminho. Já o CDS está fazer um caminho, apresenta propostas diferentes dentro dos seus valores e princípios. O objetivo é afirmar o partido e portanto é uma forma de fazer política pela positiva”, acrescentou.

Em relação à Caixa Geral de Depósitos (CGD), Jorge Coelho não deixou de tecer críticas ao anterior Governo de coligação, defendendo que deixou uma “situação catastrófica” no sistema financeiro e que o banco necessitava de ser recapitalizado.

Neste ponto, Assunção Cristas discordou, salientando que houve vários momentos de recapitalização durante a anterior legislatura e que o atual contexto é diferente