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PS acusa Maria Luís de “descaramento sem limites”

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MIGUEL A. LOPES / LUSA

Maria Luís acusa o Governo de aumentar a carga fiscal e agravar a injustiça social, João Galamba insurge-se: “O descaramento da deputada Maria Luís Albuquerque e deste PSD não tem limites”

O PS acusou esta terça-feira a ex-ministra Maria Luís Albuquerque de “descaramento sem limites” por criticar a política fiscal do Governo, contrapondo que os impostos “baixam agora significativamente” face ao previsto no programa de estabilidade do anterior executivo.

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo porta-voz socialista, João Galamba, na Assembleia da República, depois de a vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque, a propósito da proposta de Orçamento do Estado para 2017, ter acusado o atual Governo de aumentar a carga fiscal e agravar a injustiça social.

“O descaramento da deputada Maria Luís Albuquerque e deste PSD não tem limites. O mesmo PSD que prometeu aos portugueses uma carga fiscal maior do que este Governo teve em 2016 e apresenta para 2017, o mesmo PSD que ia manter a sobretaxa de IRS até 2020, que ia manter o corte de salários na administração pública até 2019, que ia manter os cortes no complemento solidário para idosos e no rendimento social de inserção, com pensões congeladas até 2019, acusa agora este executivo de apresentar um Orçamento que aumenta a carga fiscal e a injustiça social”, reagiu o porta-voz do PS.

Partindo da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2017, João Galamba sustentou que, “ao contrário do que afirmou Maria Luís Albuquerque, a carga fiscal baixa relativamente a 2016 e baixa significativamente face ao que estava previsto no programa de estabilidade apresentado [em Bruxelas] pelo executivo de Maria Luís Albuquerque”.

“Maria Luís Albuquerque fala de impostos temporários que se tornam agora permanentes, mas o único caso desses é o do imposto sobre a Galp, a REN e a EDP, a chamada contribuição extraordinária sobre o setor energético. Um imposto que Maria Luís Albuquerque e o PSD queriam acabar em 2016 e em 2017, muito antes de porem fim a todos os cortes aplicados às famílias portuguesas e sobre os pensionistas”, acusou ainda.

João Galamba disse mesmo que “a prioridade da política de impostos do PSD era reduzir a carga fiscal para a Galp, para a REN e para a EDP”.

“Neste ponto Maria Luís Albuquerque tem razão, de facto, o PS não tem essa prioridade e prefere baixar os impostos sobre o trabalho”, acrescentou.