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Costa e Passos não reclamam nem louros nem culpas

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Líderes do PS e PSD recusam fazer leitura nacional dos resultados dos Açores. Costa elogia Vasco Cordeiro e Passos diz que não foi "noite de festa"

O secretário-geral do PS enalteceu hoje a "quinta vitória consecutiva" do PS nas eleições regionais dos Açores, vincando que tal resulta do "reconhecimento da excelência da governação" socialista, escusando-se a fazer leituras nacionais da votação.

"Não faço leituras nacionais de eleições regionais. Estas foram as eleições da Região Autónoma dos Açores, em que votaram as açorianas e os açorianos", vincou António Costa, em declarações aos jornalistas na sede nacional do PS, em Lisboa.

O líder do PS - e também primeiro-ministro - advoga que o resultado nos Açores resulta "certamente" do "reconhecimento da excelência da governação do PS" na região autónoma.

"Estas foram umas eleições dos açorianos, uma vitória do PS/Açores e de Vasco Cordeiro", continuou António Costa.

O também chefe do Governo nacional sublinhou o "crescimento económico ímpar dos Açores" nos últimos anos, um crescimento "dez vezes superior à média nacional", e reiterou a "política social muito forte" promovida na região pelos governos socialistas.

O líder do PS falou aos jornalistas ladeado pela secretária-geral adjunta do partido, Ana Catarina Mendes - o líder havia chegado ao largo do Rato, onde sita o PS, pelas 21:10, tendo prestado declarações às 22:35, depois de conhecidos os resultados finais.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, por seu lado, reconheceu que para o seu partido hoje não uma "noite de festa eleitoral", depois do PS ter voltado a conquistar maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores.

"Lamento que hoje não seja para o PSD uma noite de festa eleitoral", afirmou Pedro Passos Coelho, numa declaração aos jornalistas na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa.

Segundo os resultados totais provisórios, o PS conquistou hoje nova maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, ao conseguir eleger 30 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional. O PSD conquistou 19 deputados, o CDS-PP quatro, o BE dois, enquanto o PCP-PEV e o PPM elegeram um deputado cada um.

Já a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, congratulou-se pelo "excelente resultado" dos centristas nas eleições açorianas, que elegeram mais um deputado regional, sublinhando que tiveram mais votos que BE e PCP juntos.

"Estamos muito satisfeitos por este resultado, saudamos o presidente do CDS Açores, Artur Lima, junto de quem me empenhei e com todos os cabeças de lista do CDS em cada uma das ilhas, para termos este excelente resultado para o CDS", afirmou Assunção Cristas.

Falando aos jornalistas na sede do CDS, em Lisboa, a líder centrista recusou outras leituras do resultado do partido nas regionais açorianas, afirmando que "cada eleição é uma eleição".

"Reforçámos a nossa posição como terceira força política a nível regional. Dos três maiores partidos, fomos o único que cresceu em votos e também em percentagem. Vale a pena dizer que, em votos expressos, o CDS teve mais votos que o BE e o PCP juntos", vincou.

Questionada sobre se gostaria de, no continente, também tirar votos ao centro político, Cristas respondeu: "Cada eleição é uma eleição. Nos Açores tivemos um ótimo resultado fruto do trabalho empenhado do CDS Açores, dos cabeças de lista, e também do CDS nacional, que ajudou e esteve empenhadamente ao lado do CDS Açores nestas eleições e eu creio que essa é a leitura que nós temos que retirar".

O BE também reagiu com satisfação. A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou que a eleição de dois deputados para a Assembleia Legislativa dos Açores foi um “resultado histórico”, mas lamentou que o PS tenha mantido a maioria absoluta nestas eleições.

“Mesmo com, infelizmente, o aumento da abstenção que se registou, o BE conseguiu aumentar significativamente o número de votos, conseguiu um resultado histórico”, afirmou Catarina Martins.

A coordenadora destacou ainda que o BE conseguiu eleger, pela primeira vez, um deputado pelo grupo de São Miguel – até aqui só tinha conseguido eleger um deputado pela compensação -, passando a ter agora um grupo parlamentar na Assembleia Legislativa dos Açores, onde duplicou a presença.