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Secretas com menos dinheiro para espiar

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Mário Cruz / Lusa

Orçamento do SIED e SIS, e do órgão de coordenação, não chega aos 30 milhões e regista ligeira quebra em relação ao ano passado, em que Costa quis dar sinal de investimento na prevenção do terrorismo

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Os serviços secretos vão ter em 2017 menos dinheiro para as atividades operacionais. Numa altura em que crescem as ameaças de terrorismo no mundo, o orçamento dos serviços de informações regista uma ligeira diminuição que é agravada pelo facto de, em 2017, os funcionários públicos já receberem durante todo o ano o salário por inteiro - no ano passado, a reposição foi faseada e só no recibo de outubro foi integralmente pago.

Em 2016, o orçamento total para as secretas foi de 29,9 milhões de euros, enquanto em 2017 será de 29,6 milhões.

A diferença maior regista-se no gabinete do secretário-geral do Serviço de Informações da República Portuguesa e das estruturas comuns (uma orgânica polémica criada pelo Governo de José Sócrates e que levantou dúvidas sobre se estaria em curso uma fusão progressiva das secretas). Estes gabinetes, que têm vindo a ser progressivamente reforçados, perdem 381 mil euros.

O Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), por seu lado, receberá menos 142 mil euros do que no ano passado - o orçamento é, assim, de 7,006 milhões de euros. Já o Serviço de Informações de Segurança (SIS) recebe mais 230 mil euros.

No ano passado, o primeiro-ministro António Costa tinha aumentado a verba para os serviços secretos em cerca de três milhões de euros.