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Sondagem: maioria discorda do novo imposto sobre o imobiliário

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Quase metade dos inquridos discorda da criação do novo imposto sobre o património imobiliário. E dos que o aceitam a maioria defende que só se devia aplicar a património acima de um milhão de euros

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O novo imposto sobre património imobiliário está longe de ser consensual e nem precisávamos de uma sondagem para o saber. Mas o barómetro de outubro da Eurosondagem para o Expresso e a SIC vem comprová-lo: quase metade dos inquiridos (48,4%) discorda deste novo imposto. Ainda assim, 39,6% dos portugueses estão de acordo com a medida, que entrará em vigor com o próximo Orçamento do Estado.

Colocaram-se dois cenários aos inquiridos que dizem concordar com este novo imposto. A maioria (57,5%) defendeu que ele só se deveria aplicar a um património superior a um milhão de euros, como o PCP e o PS queriam, na versão inicial da medida. 37% dos inquiridos, ainda assim, prefereriam que o imposto abrangesse todo o imobiliário a partir de 500 mil euros (como sempre defendeu o BE).

O estudo do opinião foi feito antes de se saber qual o limiar mínimo de património a partir do qual o imposto se aplicaria, que acabou fixado - soube-se hoje - nos 600 mil euros.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 6 a 12 de Outubro de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (19,8%) — A.M. do Porto (14%); Centro (29,9%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (9,8%), num total de 1010 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1184 tentativas de entrevistas e, destas, 174 (14,7%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 52%; masculino — 48% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,6%; dos 31 aos 59 — 52,2%; com 60 anos ou mais — 31,2%. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.