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Sondagem: PS no máximo e PSD no mínimo desde novembro

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São quase seis os pontos de diferença que o PS leva sobre o PSD. Um ano depois das legislativas e em vésperas da discussão de mais um Orçamento do Estado, a popularidade de António Costa continua a subir e a de Passos a descer

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

É o melhor resultado para o PS no barómetro mensal da Eurosondagem para o Expresso e SIC desde as eleições legislativas de há um ano e o pior para o PSD. Após 10 meses de governação socialista, o partido do Governo não acusa desgaste e, pelo contrário, vê reforçadas as intenções de voto, que atingem o valor mais alto registado ao longo deste período, 36,3%. Em contraste, o PSD aproxima-se perigosamente da fasquia psicológica dos 30%: apenas 30,7% dos portugueses votariam no partido que lidera a oposição, caso as eleições fossem hoje, no que é o valor mais baixo deste último ano.

O juízo dos inquiridos sobre os principais partidos estende-se aos respetivos líderes: enquanto o primeiro-ministro, António Costa, continua em alta (o seu saldo positivo subiu mais três décimas em relação ao mês passado, estando a meio ponto dos 30%), o seu principal adversário, Pedro Passos Coelho, mantém a tendência para a perda de popularidade e está agora nos 16,6%, menos sete décimas do que em setembro. Ainda assim, continua a ser o mais popular dos líderes partidários.

O PSD e o PAN são os únicos partidos que descem no barómetro de outubro. Todos os restantes sobem, ainda que ligeiramente - o BE é o que regista a subida mais acentuada e apenas 0,6 pontos. A combatividade que o partido de Catarina Martins (que, em termos de popularidade, é a que regista o maior aumento de opiniões positivas face ao mês anterior) tem evidenciado na negociação do OE parece estar a render-lhes frutos, ao mesmo tempo que a defesa acalorada, por parte de Mariana Mortágua, do novo imposto sobre o património parece ter sido bem recebida pelos seus eleitores: depois de, no mês passado, ter caído para o seu valor mais baixo neste estudo de opinião (desde há um ano), ficando abaixo dos 9%, o BE recuperou plenamente e está agora com 9,5%.

Imparável continua Marcelo Rebelo de Sousa: o Presidente da República tem já um nunca antes atingido saldo de 58,4%, mais sete décimas do que há um mês.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 6 a 12 de Outubro de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (19,8%) — A.M. do Porto (14%); Centro (29,9%) — A.M. de Lisboa (26,5%) e Sul (9,8%), num total de 1010 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1184 tentativas de entrevistas e, destas, 174 (14,7%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 52%; masculino — 48% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,6%; dos 31 aos 59 — 52,2%; com 60 anos ou mais — 31,2%. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.