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Política

Conselho de Finanças Públicas acha “plausíveis” previsões do OE

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José Carlos Carvalho

Organismo liderado por Teodora Cardoso considera “plausível” o quadro macro económico subjacente ao OE 2017. Mas com “riscos”

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) diz que as previsões que o Governo apresentou são "projeções estatisticamente plausíveis". Embora persistam "riscos descendentes presentes no cenário macroeconómico".

Neste OE, o Governo revê em baixa todos os motores de crescimento da economia - consumo privado, consumo público, investimento e exportações. Comparado com o Programa de Estabilidade apresentado em abril, todos estes indicadores são cortados. Indo ao encontro, aliás, dos avisos que o Conselho de Finanças Públicas há muito vinha fazendo ao Executivo.

Em comunicado, o CFP diz que os riscos que mesmo assim persistem estão sobretudo "ligados às previsões relativas ao saldo comercial com o exterior e à formação bruta de capital fixo, devendo sublinhar-se serem estas as variáveis-chave para a concretização do cenário projetado".

A instituição liderada por Teodora Cardoso recomenda ainda "a necessidade de os cenários macroeconómicos subjacentes aos diferentes documentos de programação orçamental serem elaborados para o médio prazo. Apenas desta forma é possível avaliar os efeitos a prazo das políticas adotadas e a sua sustentabilidade".

O parecer do Conselho incide, para já, exclusivamente sobre o cenário macroeconómico subjacente à Proposta de Orçamento do Estado para 2017 (POE/2017). Uma apreciação sobre o conjunto do documento fica para mais tarde.