Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Centeno: “Este é um orçamento de esquerda”

  • 333

Ministro das Finanças entregou e apresentou o OE ao início da noite de sexta-feira. Ao Expresso, respondeu aos que criticam o documento. Fim da sobretaxa do IRS gera polémica. Quem perde e quem ganha com o OE-2017. Pensões e contratação coletiva atrasaram conclusão do OE. Redução do défice para 2017 corresponde a 1500 milhões de euros. O que muda nos impostos. Educação e Saúde lideram aumento de despesa. Bruxelas mais preocupada com banca do que com o défice

Se olhar para o lado dos rendimentos é de esquerda; se baixar a carga fiscal direta é de esquerda; se estimular o emprego e apoiar o investimento para conseguir crescimento económico é de esquerda — então este é um orçamento de esquerda”. Mário Centeno qualifica assim, em declarações o Expresso, a proposta de Orçamento do Estado entregue ao início da noite de ontem na Assembleia da República.

O documento definidor da política económica e fiscal para 2017 “continua o orçamento anterior”, o de 2016, que está em execução. E, prossegue o ministro das Finanças, isso assenta “em duas dimensões: a recuperação dos rendimentos através da redução da carga fiscal, do peso dos impostos diretos; e o aumento do investimento”. Como aumentará o investimento? “Através do IRC, do esforço de aceleração dos fundos [comunitários] e da melhoria do ambiente económico”.

As boas notícias vêm do lado do emprego, sublinha Mário Centeno: “A taxa de desemprego está a melhorar, estamos a revê-la em baixa, quer a de 2017 quer a de 2016. E o emprego está a crescer mais do que prevíamos”, sintetiza.

“Boas relações com Bruxelas”

A proposta de orçamento de 2017 terá ainda que ser avaliada pela Comissão Europeia. Mas, mesmo antes disso, o Governo ainda tem de persuadir Bruxelas do cumprimento das metas de 2016. Quando libertou Portugal da aplicação de sanções, a Comissão Europeia exigiu ao Governo um documento com medidas corretivas a aplicar ainda este ano. Mário Centeno esclareceu que esse documento será enviado na próxima segunda-feira, não detalhando que medidas constarão no relatório. O documento conterá “um relatório sobre a execução orçamental deste ano e nele colocámos medidas do lado da despesa para evitar derrapagens no défice. Mas estamos muito confiantes no cumprimento do défice [deste ano] e não esperamos nada que não seja a continuação das boas relações que temos tido com a Comissão Europeia”.

Saiba mais na edição deste sábado do Expresso.