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Marcelo defende “clareza de demarcação de alternativa de Governo”

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MÁRIO CRUZ / Lusa

A indicação foi dada pelo Presidente da República numa conferência em que também estava presente o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta quinta-feira “clareza de demarcação de alternativa de Governo”, considerando essencial que, tanto Governo, como oposição devem ser “o mais claros e fortes possíveis”.

O chefe de Estado falava no encerramento de uma conferência promovida pelo Fórum para a Competitividade, em Lisboa, a qual assistia o presidente do PSD e ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que não interveio, nem fez declarações aos jornalistas à saída.

Na véspera da entrega do Orçamento do Estado para 2017, o Presidente defendeu a necessidade de, perante “desafios difíceis e urgentes”, haver uma “busca de denominadores comuns no essencial para o regime, com clareza de demarcação de alternativa de Governo”.

Antes, enunciando dez pontos do que considera essencial fazer, afirmou: “Criar condições para que os dois termos e polos da presente alternativa governativa, o do Governo e o da oposição, sejam o mais claros e fortes possíveis, para assegurarem aos portugueses caminhos inequívocos de escolha no presente e no futuro”.

Naquilo que o Presidente considera essencial fazer no atual contexto, tinha começado por afirmar a necessidade de “garantir a estabilidade política e social, evitar crises, fomentar distensão e acalmias coletivas”.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou também a necessidade de “secundar uma mais acelerada aplicação dos fundos europeus, que se tem apresentado como atrasada e por isso de eficácia limitada”.

“Apoiar tudo quanto corresponda a cumprimento de compromissos europeus, no quadro da União Europeia e do euro, evitando, assim, dramatizações e especulações indesejáveis” foi outra das tarefas que elencou, assim, como “chamar a atenção para o realismo e o pragmatismo na alegada conjugação do rigor orçamental com a justiça social”.

O chefe de Estado considerou ainda essencial “apoiar a consolidação do sistema bancário, estimulando a confiança e evitando tudo o que a possa atingir, perturbar ou afugentar”.

Marcelo frisou dever “promover todas as reflexões e apoiar todas as iniciativas para incentivar o investimento, colocando o acento tônico na estabilidade fiscal, na eficiência e eficácia da justiça, em todas as componentes da produtividade e da competitividade, na reforma do Estado, ou no plano laboral”.

“Manifestar acrescido empenho quanto a áreas em acelerada progressão, como turismo ou o mundo do digital” foi outra das tarefas cuja necessidade defendeu, assim como “convidar à reflexão de longo fôlego”, sobre os efeitos da globalização, o controlo das contas públicas, a qualificação, a recusa de excessos financeiros, a redução dos custos de contexto, a angariação direta do investimento direto estrangeiro, a definição e execução consequente de uma política de exportações, a formação profissional, dimensão e capitalização das empresas, a projeção ajustada nas medidas setoriais.