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UTAO: Estado precisa de mais €700 milhões que o previsto até ao fim do ano

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Necessidades de financiamento do Estado para 2016 foram revistas em alta

Na nota mensal sobre a dívida, a que a agência Lusa teve acesso, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) lembra que, em julho, as necessidades de financiamento eram de 23.000 milhões de euros e que, em setembro, passaram para os 23.700 milhões de euros, segundo a apresentação aos investidores da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (ICGP).

Esta revisão em alta de 700 milhões de euros "é resultado da revisão em alta da despesa líquida com ativos financeiros de 100 milhões de euros para 2.800 milhões de euros devido, sobretudo, ao novo programa de capitalização da CGD".

Ainda assim, afirma a UTAO, este acréscimo "é atenuado" pela redução do reembolso previsto do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 8.800 milhões de euros para 6.000 milhões de euros.

Já no que diz respeito a 2017, as necessidades de financiamento do Estado foram revistas em baixa, em consequência da amortização prevista de títulos de médio e longo prazo se ter reduzido de 7.900 milhões de euros para 7.400 milhões de euros, de acordo com a UTAO.

Para esse ano, está previsto também, segundo os cálculos da UTAO e os números do IGCP, um reembolso ao FMI de 1.500 milhões de euros.