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“Tivemos azar com os bilhetes”: as explicações do ministro para os problemas em Lisboa

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Marcos Borga

Problema da falta de bilhetes nos transportes em Lisboa motivou chamada do ministro do Ambiente à comissão parlamentar de Economia. Matos Fernandes disse que se sabia da existência de um só fornecedor de bilhetes desde 2011

"Tivemos azar com os bilhetes", disse o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, em audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas na Assembleia da República, esta quarta-feira. O ministro reagiu assim à falta de bilhetes disponíveis nos transportes de Lisboa, que começou a ser sentida em setembro.

"Só hoje está a ser feito o investimento atrasado há anos", justificou Matos Fernandes, explicando que o problema está no facto de haver apenas uma empresa a fornecer bilhetes. "Desde 2011 que se sabia que se dependia de um só fornecedor", realçou, acrescentando que estão a ser feitos testes para que duas outras empresas possam passar a ser fornecedores alternativos. "Saber disto desde 2011 não é azar, é incompetência", respondeu aos deputados do PSD, considerando que a falta de bilhetes "foi um azar muito grande para quem utiliza os transportes públicos".

Virgílio Macedo, deputado do PSD, conta ter estado "uma hora e meia" para comprar bilhete na estação de Metro do aeroporto, "há oito dias". "É esta a imagem que queremos dar do país? O que vai fazer para inverter o caos vivido nos transportes públicos? Em vez de inverter, está na hora de começar a governar", concluiu.

Matos Fernandes explicou ainda que as encomendas de bilhetes eram feiras "a cada três meses, até esta nova administração". "Em janeiro foi colocada uma encomenda para um ano, com entregas parcelares a cada três meses. Foi com poucos dias de antecedência que a Metro de Lisboa soube que os bilhetes não vinham", disse. "Muito mais do que apurar responsabilidades, é preciso resolver este problema."