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OE2017: Costa “tranquilo” com acordo à esquerda e com negociações com Bruxelas

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ESTELA SILVA / Lusa

Primeiro-ministro não antevê “qualquer dificuldade no que diz respeito às conversas com a Comissão Europeia” e repete a resposta nas conversas com PCP, BE e PEV para a viabilização no Parlamento da proposta do Orçamento do Estado para 2017

O primeiro-ministro não antevê especiais dificuldades nas negociações do Orçamento do Estado para 2017 com Bruxelas e manifesta-se "tranquilo" com a forma como decorre o diálogo à esquerda para viabilizar a proposta do Governo no Parlamento.

António Costa falava aos jornalistas no final da sua visita à multinacional de telecomunicações chinesa Huawei, em Shenzhen, província de Guandong, no último ponto da sua visita oficial de cinco dias à República Popular da China.

Questionado sobre a sua expectativa em relação à reação da Comissão Europeia face à proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017) que está a ser preparada pelo Governo, o primeiro-ministro desdramatizou esse processo. "As conversações vão decorrer normalmente e não antevejo que haja qualquer dificuldade no que diz respeito às conversas com a Comissão Europeia. Os nossos objetivos estão inscritos no Pacto de Estabilidade, que foi aprovado pela Comissão Europeia", sustentou.

Costa disse ainda esperar que as negociações com Bruxelas "corram como normalmente correm, porque é um diálogo sempre franco entre Portugal e a Comissão Europeia e que tem terminado sempre bem". "Não vejo que vá terminar mal e este não é um exercício exclusivo da Comissão Europeia em relação a Portugal. Para tal, basta ler a imprensa internacional para ver como há várias semanas decorrem as negociações a propósito do Orçamento de Itália", apontou.

António Costa foi também questionado sobre se está a encontrar dificuldades no diálogo político com as restantes forças da esquerda política (PCP, Bloco de Esquerda e PEV), na frente interna, para a viabilização pelo parlamento da proposta do Governo de Orçamento. "Tenho estado tranquilo. Acho que não há motivo de preocupação", limitou-se a responder.

Perante os jornalistas, voltou a recusar-se a entrar em detalhes sobre a proposta de Orçamento do Estado, alegando não tem estado "a acompanhar diretamente esse assunto". "Certamente, iremos cumprir o calendário. Na quinta-feira, teremos Conselho de Ministros e, depois, na sexta-feira, a proposta será entregue no Parlamento e apresentada publicamente nesse dia pelo ministro das Finanças Mário Centeno", finalizou.