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“Não fiquem à espera das eleições que não chegam.” PR pede acordos de concertação

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NUNO FOX / LUSA

Confiante num acordo para o OE mas cansado dos que “estão à espera das eleições que não chegam”, Marcelo desafia parceiros e partidos para acordos de concertação social. “Serão hoje possíveis? Eu ouso pensar que sim”

Confiante num entendimento em torno do Orçamento do Estado, Marcelo Rebelo de Sousa ergueu a sua próxima bandeira - puxar pela concertação social e, quem sabe, por um acordo, "mesmo que circunscrito". O Presidente da República aproveitou os 25 anos do Conselho Económico e Social e deixou o desafio aos parceiros e aos partidos: que pensem a médio prazo, em vez de ficarem "à espera das eleições que não chegam".

Contra os que só pensam "em amanhã ou depois de amanhã", Marcelo sugeriu que se passe a pensar "em 2019, 2023, 2027 e 2031". Porque "o ritmo das legislaturas é um bom ritmo", o Presidente sugere que não se desista da concertação, mesmo que seja para acordos apenas alcancáveis durante a legislatura.

As áreas apontadas pelo PR são a Saúde, a Educação, a Reforma do Estado, a legislação laboral e a Segurança Social. Aos programas "sem um horizonte minimamente estável", Marcelo Rebelo de Sousa - que ainda esta semana alertou para a urgência de estabilidade fiscal se se quer captar investimento - contrapôs os "acordos de legislatura, mesmo que minimalistas".

Num discurso de veemente valorização dos parceiros sociais - depois da visita que fez esta semana à UGT -, Marcelo disse que "não há parceiros de 1ª nem de 2ª (apenas reconheceu que "alguns chegarão mais depressa ao Executivo do que outros"). Mas a todos pediu "visões de médio e longo prazo".

Acordos de legislatura são a saída possível para, no atual contexto político, em que um Governo apoiado pelas esquerdas tem maior dificuldade em firmar acordos com o patronato, ainda faça sentido acreditar na concertação. O PR acredita. "Serão hoje possíveis acordos, mesmo parcelares? Eu ouso acreditar que sim".