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Política

Marcelo e o impasse no OE: “Ainda temos até dezembro”

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José Carlos Carvalho

Marcelo aposta numa estratégia de pequenos passos para ultrapassar o impasse no Orçamento. Atento às dificuldades - a 24 horas de entregar o documento, Costa ainda negoceia -, o PR diz que “até ao último minuto há ajustamentos a fazer”

Com o Governo ainda a negociar com os parceiros de esquerda um acordo mínimo que permita garantir a aprovação do Orçamento do Estado para 2017 na generalidade, Marcelo Rebelo de Sousa desdramatiza: "Sei por experiência própria que até ao último minuto há ajustamentos a fazer".

O Presidente da República já tinha tentado deitar água na fervura quando disse que "ainda temos até dezembro" para fechar um OE que agrade a todos os partidos envolvidos na negociação. Ou seja, Marcelo confia numa estratégia de pequenos passos, em que o que não for conseguido agora possa a vir a sê-lo na discussão na especialidade.

O PCP já admitiu que o pesado tema das pensões possa ficar para essa segunda fase - quando o Orçamento sofre alterações no Parlamento. E Marcelo sublinhou isso mesmo: que "até ao último minuto o Orçamento está em preparação da parte que depende do Governo - e depois ainda há as alterações do Parlamento".

Sobre os temas que mais estão a complicar as negociações - aumento das pensões e fim da sobretaxa -, o Presidente não quis falar, alegando "não poder andar a comentar especulações".

O chefe de Estado falou aos jornalistas na Gulbenkian, no fim da sessão comemorativa dos 25 anos do Conselho Económico e Social, onde disse "ousar pensar que sim, que hoje ainda são possíveis acordos de concertação, mesmo que parcelares".