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CDS diz que OE mantém austeridade e traz “aumento de impostos indiretos”

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Marcos Borga

Líder parlamentar Nuno Magalhães diz que os dados sobre o Orçamento do Estado para 2017 apresentados por Mário Centeno na reunião com o CDS mostram que “a palavra dada não é palavra honrada” pelo Governo

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

"Será um Orçamento que mantém a austeridade, haverá um aumento de impostos indiretos, não dará confiança ao investimento e trará uma nova revisão do cenário macro económico". Este foi o resumo que o CDS fez sobre o Orçamento do Estado para 2017 no final da reunião com o Ministro Mário Centeno, na Assembleia da República.

Nuno Magalhães, líder parlamentar do partido, reiterou que o CDS "é muito crítico deste OE, quer quanto ao processo, quer quanto às opções" finais do documento, apontando baterias ao 'leilão' de propostas que estará a ser feito entre o Governo, o BE e o PCP para viabiliar o documento.

E acusou o Governo de não honrar os compromissos que tinha assumido, nomeadamente em questões como a devolução da sobretaxa já em janeiro de 2017, o não aumento de impostos e o cumprimento das metas orçamentais que tinha traçado.

"Vamos ter uma nova revisão do cenário macro económico. Mas fizemos várias perguntas sobre isso e a resposta foi sempre vaga. Infelizmente não ficámos a saber qual será esse quadro, mas não foi por falta de tentativa", lamentou Nuno Magalhães.

O Governo está a ouvir hoje no Parlamento todos os partidos com assento parlamentar para apresentar e discutir as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2017, fazendo-se representar nestes encontros pelo Ministro das Finanças, Mário Centeno, e pelo secretário do Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.. A proposta do Governo deverá ser amanhã aprovada em Conselho de Ministros e entregue depois formalmente na Assembleia da República na sexta-feira.