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Marques Mendes: “Para mim, a coerência é uma coisa inestimável”

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O comentador político é acusado, num vídeo que circula na internet, de assumir posições contraditórias sobre o tema do levantamento do sigilo bancário. Este domingo, na SIC, Marques Mendes garantiu que tem “um enorme orgulho” naquilo que defendeu

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Luís Marques Mendes, comentador político da SIC, desvalorizou as críticas que lhe estão a ser feitas através de um vídeo que está a ser partilhado na Internet, onde são expostas contradições entre o que propôs em 2005, enquanto presidente do PSD, sobre o sigilo bancário, e o que agora defende sobre a mesma matéria.

A propósito do projeto do atual Governo para levantar o sigilo bancário nas contas com saldos superiores a 50 mil euros (entretanto chumbado pelo Presidente da República), Marques Mendes comentou recentemente que esta iniciativa do Partido Socialista (PS) “não é contra a evasão fiscal, é a devassa da vida das pessoas”. Para Marques Mendes, o projeto do Governo de António Costa tratava “todos os portugueses como criminosos”.

Em 2005, no Parlamento, Luís Marques Mendes, então liderando a oposição ao novo Governo do PS, apresentou uma proposta para “a eliminação do sigilo bancário para efeitos de combate à fraude e à evasão fiscal”. “Estamos a falar de um instrumento essencial para um necessário aumento da receita”, afirmava o então líder do PSD.

Este domingo, no seu espaço semanal de comentário na SIC, Marques Mendes foi confrontado com o tema. “Para mim a coerência é uma coisa inestimável”, declarou o comentador político. “Tenho um enorme orgulho naquilo que defendi”, disse ainda Marques Mendes.

O comentador recordou que em 2005 a sua proposta “foi chumbada na altura pelo CDS e pelo PS de José Sócrates”.

Sobre o projeto que agora o PS queria lançar (mas que não foi homologado por Marcelo Rebelo de Sousa), Marques Mendes insiste que está contra. Admite que possa haver levantamento do sigilo bancário “sempre que há uma suspeita, uma desconfiança, mas nunca de forma ilimitada e generalizada”.

O comentador insistiu que nada tem contra o levantamento do sigilo bancário “desde que se garanta que é na base de uma suspeita”.