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Política

CIP quer salário mínimo abaixo dos 550 euros

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MIGUEL A. LOPES / Lusa

Em entrevista à TSF e ao DN, António Saraiva considerou que o aumento do salário mínimo deverá ter em conta o contexto do país e as dificuldades de financiamento das empresas

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, defendeu que o salário mínimo nacional (SMN) não deverá exceder os 550 euros.

“Reconhecemos que 530 euros é um valor baixo e temos que crescer nesse valor”, mas “nas contas da CIP não chega aos 550 euros”, afirmou António Saraiva, em entrevista à TSF e ao DN, este sábado.

O responsável sustentou que o aumento do SMN deverá ter em conta o contexto do país, nomeadamente as dificuldades de financiamento das empresas.

“Vamos ser razoáveis: se o Governo congela os ordenados da Função Pública, por razões que todos conhecemos (...), quando o que está em discussão para as pensões são 10 euros, quando temos esta realidade, as dificuldades em que nos encontramos todos e as empresas não são exceção, quando temos as dificuldades de financiamento, querer fazer coisa diferente na politica salarial das empresas” será negativo, justificou.

Lamentando a posição dos partidos de esquerda, o presidente da CIP disse que o aumento do SMN defendido pelo PCP e BE está relacionado mais com questões de ideologia do que com a competitividade da economia.

“Vamos olhar para a economia, vamos olhar para a competitividade e não vamos querer ganhar jogos simples de que agora que tenho um poder diferente em sede parlamentar está na hora de reverter tudo e mais alguma coisa”, acrescentou.

Questionado sobre se o Governo tem condições para concluir a legislatura, António Saraiva disse acreditar que sim. “Se os indicadores económicos não traírem o país, se a DBRS mantiver o critério que tem mantido, se os partidos que suportam o atual Governo à esquerda – o BE e o PCP – continuarem a modular os seus ímpetos e – é uma questão da dimensão dos sapos que têm que ser engolidos –, este Governo tem condições para terminar a legislatura”, concluiu.