Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Fernando Medina: “País não pode adiar o inadiável, a coesão social”

  • 333

José Caria

Presidente da Câmara de Lisboa discursou nas comemorações oficiais do 5 de Outubro que, este ano, voltou a ser feriado e a ser celebrado na rua

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O presidente da Câmara de Lisboa Fernando Medina sublinhou no discurso do 5 de Outubro que o país “não pode adiar o inadiável”. Isto é, o reforço da coesão social.

“A coesão social não vem depois do crescimento, é condição para o desenvolvimento”, afirmou o autarca, sustentando que as “sociedades fraturadas não conseguem assegurar as forças vivas da economia” e lembrando que também o terrorismo “alimenta-se de fraturas no tecido social”.

Aliás, diz Medina que “não é por acaso que as políticas anti-imigração, que são as primeiras inimigas da inovação, são apoiadas pelas camadas populares arredadas dos benefícios da economia aberta”.

O autarca referia-se ao flagelo dos refugiados que “morrem às portas” da Europa, e notou que era preciso “coragem de defender sociedades mais abertas”.

Nesse sentido, disse que Lisboa é e continuará sempre a ser “uma cidade aberta ao mundo”. “Num tempo de muros, seremos sempre uma cidade de pontes e de luz”, acrescentou.

Para Medina, a coesão social é um dos passos de uma nova fase que Portugal está a atravessar, agora que se completa um ano do novo ciclo político de Governo PS com o apoio do BE e do PCP.

“Faz precisamente um ano que se abriu um novo ciclo. Devemos hoje reconhecer que a solução política saída do quadro parlamentar está a dar resposta à vontade expressa pelos portugueses nas eleições: prosseguir uma política de recuperação gradual dos rendimentos, sem rutura no quadro do relacionamento europeu. A nova maioria parlamentar está a contribuir para a normalização da vida do país e está a aproximar os cidadãos das instituições políticas. A confiança dos portugueses é uma das conquistas mais importantes deste novo ciclo. É chegada a hora de uma nova mobilização pelo investimento e pelo emprego”, disse.

Nesse sentido, o autarca salientou a atuação do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que também sido nesse sentido, uma vez que se tem centrado na “proximidade no exercício do poder público” e no “diálogo contínuo e claro com os portugueses”.

“Hoje temos as instituições mais alinhadas com o sentir dos portugueses e temos um país mais consciente das suas possibilidades”, concluiu Medina.

5 de Outubro celebrado como deve ser

O presidente da Câmara de Lisboa comentou ainda, num discurso de quase 13 minutos, que a Implantação da República está a ser celebrada este ano como deve ser, ou seja, “em dia feriado e festivo e numa praça aberta ao povo”, neste caso na Praça do Munícipio em Lisboa.

Essa decisão foi tomada em 2006 pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, mas ao longo dos anos foi sofrendo alterações. Por exemplo, em 2009, o Presidente da República não esteve presente na câmara municipal e organizou uma pequena cerimónia no Jardim da Cascata, no Palácio de Belém.

Em 2010 e 2011, os discursos regressaram à Praça do Município, mas em 2012, pela primeira vez desde 1910, a cerimónia decorreu fora da câmara, tendo sido escolhido o Pátio da Galé.

Em 2013, 2014 e 2015 as cerimónias voltaram ao Salão Nobre da Câmara de Lisboa, ou seja, não eram abertas ao público em geral, e o 5 de Outubro tinha deixado de ser feriado, o que foi reposto este ano pelo atual Governo.