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António Costa sobre Orçamento: “Vamos casar os nossos objetivos”

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O primeiro-ministro António Costa e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina nas celebrações do 5 de Outubro

José Caria

O primeiro-ministro disse, esta quarta-feira de manhã, no final da comemorações do 5 de Outubro, que há convergência com os parceiros de esquerda “nos princípios fundamentais”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que o Governo está “a fazer contas” para o Orçamento do Estado para 2017, comentando os encontros de terça-feira em São Bento com o secretário-geral do PCP e a coordenadora do BE.

“Ainda temos uma semana. O Orçamento ainda não está fechado. Estamos a fazer o trabalho técnico”, explicou aos jornalistas no final das comemorações do 5 de Outubro, em Lisboa, acrescentando haver convergência com os parceiros de esquerda “nos princípios fundamentais”.

“Obviamente temos agora que fazer contas para que os nossos objetivos se possam casar harmoniosamente e apresentarmos um bom Orçamento”, disse ainda. “Vamos continuar ao longo desta semana e estou certo que para a semana apresentaremos um bom Orçamento para Portugal 2017”, advogou.

Assim, para Costa, “não há motivos de angústia”, mas sim “motivos para trabalhar”.

Questionado sobre o encontro que teve na terça-feira com dirigentes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, o primeiro-ministro afirmou que “fez parte dos processos normais de trabalho”.

Comentando também as negociações entre Governo, PS, PCP e BE sobre o Orçamento, o líder parlamentar dos socialistas, Carlos César, declarou que há apenas “diferenças de intensidade sobre um ou outro aspeto”.

António Costa disse ainda que o discurso do Presidente da República foi “adequado aos tempos” e não considerou as suas palavras como um recado. “É uma mensagem e um compromisso de todos nós”, assegurou.

“Eu acho que, felizmente, temos hoje cada vez mais uma sociedade mais informada e, portanto, mais crítica e mais exigente. Isso implica de todos nós um esforço acrescido para valorizar e dignifica a vida política”, apontou no final das comemorações da Implantação da República, que decorreram na Praça do Município, em Lisboa.

Para o líder do executivo socialista, “a primeira forma de o fazer é retomar um valor há muito tempo esquecido, que é prometer e cumprir, cumprir aquilo que se promete, cumprir os compromissos que se assumem”.