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Passos garante que está para ficar porque o país ainda vai precisar dele

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MÁRIO CRUZ/LUSA

Em entrevista à SIC, o líder do PSD e da oposição manifestou-se convicto de que os portugueses acabarão por perceber que com o atual Governo o país está a “regredir” e que, por isso, poderá voltar ao poder

Passo Coelho garantiu esta noite em entrevista à SIC que está de pedra e cal no PSD, convicto de que os portugueses, mais tarde ou mais cedo, hão de voltar a elegê-lo primeiro-ministro. Questionado sobre o seu futuro político, no país e à frente dos sociais-democratas, Passos esclareceu que não só está em condições de voltar ao poder, como será, nesta altura, “uma alternativa séria” ao atual Governo socialista que “não fará o que tem de ser feito”.

“As promessas que foram feitas ao país estão a ser goradas. A nossa economia está a crescer metade do que o Governo previu para este ano. O governo não teve uma política prudente e apostou tudo num cenário demasiado otimista. Estamos a regredir”, disse o líder da oposição.

Confrontado com a anunciada redução da despesa pública, Passos Coelho disse que, tal como um ser humano não pode suster a respiração indefinidamente, o Estado também não pode deixar de contratar professores e médicos, por exemplo. “Se não gasta agora vai ter de gastar para a frente. O governo está a suster artificialmente a despesa e criar nas pessoas uma ideia de que está tudo bem, mas não está.”

O antigo primeiro-ministro lembrou que a análise realizada pelos sociais-democratas à execução orçamental até agosto, permitiu concluir que “há um desvio de 1300 milhões de euros, 0,7% do PIB” e que para corrigi-lo “o governo de aumentar os impostos”.

Questionado sobre a hipótese de um novo resgate, dado como provável pelo comissário europeu Günther Oettinger, esta segunda-feira no Parlamento português, Passo Coelho respondeu assim: “Nem quero acreditar que essa questão se ponha. Não vejo nenhum razão para que tal aconteça, mas o facto dessa possibilidade ser encarada externamente é um susto.”