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CDS propõe supercrédito fiscal para as empresas

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MIGUEL A. LOPES / Lusa

É o segundo contributo do CDS para o debate do Orçamento do Estado: depois do fim da isenção de IMI para os partidos, os centristas propõem um supercrédito fiscal para as empresas que realizem investimento produtivo

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O CDS quer incentivar as empresas a realizarem investimento produtivo. Inspirado numa medida tomada em 2013 pelo Governo anterior, e que conduziu a mais de 2500 milhões de euros de investimento direto em Portugal por parte de 20 mil empresas, os centristas propõem que o próximo Orçamento do Estado contemple "um supercrédito fiscal em IRC para o ano de 2017".

"Enquanto o Governo e os partidos que o apoiam todas as semanas apresentam um imposto novo, o CDS faz propostas ou para estimular a economia ou para proteger as famílias", afirma ao Expresso Luís Pedro Mota Soares, que dá a cara pelo segundo dos contributos semanais com que os centristas pretendem marcar a agenda política até à discussão do Orçamento do Estado . O deputado, ex-ministro da Solidariedade e do Emprego, mostra-se muito preocupado com os números do investimento, que vê "muito anémico", não só face às previsões como aos números dos últimos anos: "Em 2014 cresceu 2,3%, em 2015 4,5% e agora está a cair 2,7%". Assim "não é possível a eeconomia crescer de forma robusta e sustentada".

A proposta dos centristas permitiria às empresas que realizem, ao longo de 2017, investimento produtivo atá ao valor máximo de 10 milhões de euros, abater 25% dessa despesa até ao máximo de 75% da colecta anual em IRC (podendo abater esse valor, se superior à colecta, num período até 10 anos). É uma medida inspirada noutra tomada pelo então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio, em 2013, com uma "vantagem": "EM 2013 foi só por seis meses. Agora seria ao longo de todo o 2017, o que permitiria às empresas programar melhor o seu investimento".