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PCP negoceia com Governo aumento de dez euros para todas as pensões

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António José/Lusa

Em entrevista, Jerónimo de Sousa deixou um aviso ao Partido Socialista e negou a intenção de abandonar o cargo de secretário-geral do Partido Comunista

Helena Bento

Jornalista

O PCP está a negociar com o Governo um aumento de dez euros para todas as pensões no próximo ano, revelou Jerónimo de Sousa, numa entrevista ao Diário de Notícias e à TSF. Questionado sobre os argumentos que usará para convencer o Governo a aceitar a proposta, o secretário-geral do PCP respondeu que “os saldos atuais da segurança social permitem uma visão mais aberta”.

“O que propomos é que haja um aumento geral extraordinário de dez euros para todas as reformas e pensões. Consideramos curta e bastante limitada esta ideia das reformas mais baixas. Há que valorizar pensões, reformas de 600, 800 euros”, afirmou Jerónimo de Sousa, acrescentando que Vieira da Silva, ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, está a considerar a proposta.

“Esta é uma medida de justiça social, a que o Governo tem de responder”, disse o líder dos comunistas, afastando, porém, a ideia de que esta seja uma “linha vermelha” para o Orçamento do Estado de 2017.

Sobre os rumores que têm circulado pondo em causa o seu destino à frente do Partido Comunista, Jerónimo de Sousa esclareceu que se vai manter no lugar e que a ideia de voltar a existir um secretário-geral adjunto, conforme foi avançado por alguns meios de comunicação, nunca esteve em cima da mesa.

O secretário-geral do PCP aproveitou ainda para deixar um aviso ao Partido Socialista. Se o Governo ceder a Bruxelas - que “não gosta da solução política encontrada pela esquerda em Portugal e, por isso, faz permanentes chantagens e ameaças” - e inverter a política, tem um problema para resolver.