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Mário David sobre Kristalina Georgieva: “É uma vítima e não uma oportunista”

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António Pedro Ferreira

Na SIC Notícias, o ex-eurodeputado pelo PSD, que apoia a candidata búlgara na corrida a secretária-geral da ONU, reagiu às críticas que lhe têm sido dirigidas por não estar ao lado de António Guterres e disse não aceitar “lições de patriotismo de ninguém”

“Não aceito lições de patriotismo de ninguém”, afirmou esta noite Mário David no programa “Expresso da Meia Noite, na SIC Notícias. O ex-eurodeputado pelo PSD, que apoia a candidatura da búlgara Kristalina Georgieva a secretária-geral da ONU, reagiu assim às críticas que lhe têm sido dirigidas por não estar ao lado de António Guterres nesta eleição.

“Não deixo cair um amigo”, disse ainda Mário David, ao explicar que é amigo da candidata “há sete anos”, com quem “manteve uma intensa relação de trabalho no Parlamento Europeu”. “Pude verificar as suas qualidades de trabalho”, acrescentou, esclarecendo que o convite para colaborar na sua candidatura surgiu “há dois anos“, quando Kristalina Georgieva colocou a hipótese de concorrer“, não tendo visto “razões para deixar de trabalhar com ela por ter aparecido um compatriota na corrida”.

Sobre fazer lóbi, “sim tenho feito efetivamente muito”, disse, sobretudo “na questão das sanções a Portugal“.

Sobre o momento tardio em que surge na corrida ao cargo das Naçães Unidas, o ex-eurodeputado considerou que Kristalina Georgieva “é uma vítima e não uma oportunista”, precisamente “porque não pode concorrer quando queria”. Teve que se afastar porque “o seu governo, sob chantagem do partido da oposição, acabou por lhe retirou o apoio”, disse.

Mário David salientou que, fora de Portugal e da Bulgária, onde o nome de Kristalina tem sido alvo de algumas críticas, “o que se diz na comunicação social é apenas que há mais uma candidata, que cumpre os requisitos e a quem são reconhecidos méritos”.