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Maioria de esquerda dividida no pesar pela morte de Shimon Peres

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Getty

Bloquistas, comunistas e ecologistas rejeitaram votos de pesar pela morte do Nobel da Paz apresentados por democratas-cristãos e socialistas

Dois votos de pesar pela morte do estadista israelita Shimon Peres motivaram esta sexta-feira divisão à esquerda do hemiciclo da Assembleia da República, só com PS, PSD e CDS-PP a aprovarem os textos apresentados por democratas-cristãos e socialistas.

As bancadas bloquista, comunista e ecologista rejeitaram os documentos, enquanto o deputado único do PAN se absteve, na presença de um representante da Embaixadora de Israel em Lisboa na galeria de convidados da Assembleia da República.

O voto do CDS-PP "recorda Peres como uma figura incontornável da política internacional e um dos grandes defensores de uma solução pacífica e justa para o conflito israelo-árabe", enquanto o do PS transmite "profundo pesar pelo falecimento, endereçando à sua família, instituições e povo israelita sentidas condolências".

As cerimónias fúnebres decorreram esta sexta-feira (até às 10h30 em Lisboa), com orações, ritos funerários judaicos e uma canção interpretada pelo contratenor David D'Or, e discursos dos três filhos de Peres, do escritor Amos Oz, dos mais altos dirigentes israelitas, do antigo presidente dos EUA Bill Clinton e, em último lugar, do atual presidente, Barack Obama.

O ex-presidente de Israel e Nobel da Paz Shimon Peres morreu na quarta-feira, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) a 13 de setembro que o deixou hospitalizado desde então.

Peres era o último sobrevivente da geração dos "pais fundadores" de Israel e foi um dos principais artesãos dos acordos de Oslo, assinados com os palestinianos em 1993, o que lhe valeu a atribuição do Nobel da Paz em 1994.

Shimon Peres ocupou quase todos os mais importantes cargos políticos em Israel - ministro de várias pastas em vários governos, primeiro-ministro interino, primeiro-ministro e presidente (2007-2014).