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Mariana Mortágua. “Era mais produtivo que todos os partidos se sentassem à mesma mesa”

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José Caria

A dirigente e deputada do Bloco de Esquerda lança críticas à esquerda e à direita e, em entrevista à Antena 1, volta a defender a novo imposto sobre o património como uma medida “de justiça fiscal importantíssima”

Mariana Mortágua não poupa criticas ao líder parlamentar do PCP, João Oliveira, por “no meio do ataque da Direita escolher criticar quem está a defender” o novo imposto sobre o património, medida que a dirigente e deputada do Bloco de Esquerda considera “de justiça fiscal importantíssima”.

“Penso que faz mal, até porque eu sei que o PCP defende esta medida”, afirmou Mariana Mortágua à Antena 1, numa entrevista que poderá ser ouvida na manhã de quinta-feira.
Indo mais longe, a deputada lança uma critica de fundo ao PCP, ao considerar que “seria muito mais produtivo para o país” que os Grupos de Trabalho pudessem ser constituídos por todos os partidos, “sentados à mesma mesa”.

Esclarecendo que a medida Imposto sobre o Património não está fechada, Mariana Mortágua volta a garantir que não foi o Bloco de Esquerda a divulgar a notícia e lembra que o imposto será apenas sobre o remanescente do património matricial (o que aparece quando pagamos o IMI) que exceda o limite que vier a ser definido.

Sobre o objetivo traçado pelo Governo em relação ao défice de 2,5%, a dirigente do BE considera que “prejudica a economia” e “é contraproducente”.

A deputada, que começa por dizer que não lhe “cabe defender a política fiscal do Governo”, insiste na reestruturação da dívida e no fim do Tratado Orçamental.

Quanto às autárquicas, Mariana Mortágua afirma que o Bloco ainda não discutiu possíveis candidatos, nada adiantando sobre a possibilidade de liderar a lista por Lisboa.