Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos acusa Costa de cortar no investimento para controlar o défice

  • 333

MÁRIO CRUZ/LUSA

“Não há dúvida que o investimento público é a variável de ajustamento orçamental, disse o líder do PSD, no encerramento do debate de urgência (pedido pelos sociais-democratas) sobre crescimento económico

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Pedro Passos Coelho acusou o Governo de não ter "uma visão estratégica e sólida" para promover o crescimento ecocómico do país. Encerrando o debate de urgência, pedido pelo PSD, sobre captação de investimento e crescimento económico, o líder social-democrata concluiu também que António Costa está deliberadamente a cortar no investimento público porque o está a usar como "variável de ajustamento orçamental".

"Mas isso é outra discussão", disse, garantindo que também a oposição quer que o Executivo cumpra as metas do défice acordadas com Bruxelas. Centrando-se no tema do debate, Passos afirmou que o desempenho económico está francamente abaixo das expectativas, quer do Governo, quer dos agentes económicos". E assumindo que o capital existente no país não é suficiente para o país crescer - "precisamos de exportar mais e atrair mais investimento externo" -, o presidente do PSD deixou a pergunta: "Qual é a estratégia nacional do Governo?". Para prosseguir: "A nossa estava a resultar. Sabemos que é preciso diminuir os custos de contexto, dar estabilidade fiscal, diminuir a desconfiança sobre as condições de mercado".

Dez meses depois de se ter inciado um ciclo político novo, com o Governo do PS apoiado pelos partidos à sua esquerda, Passos Coelho "não compra" a ideia de que foi o seu Governo que deixou o investimento em maus lençóis: "O valor acrescentado bruto das empresas aumentou em 2015, face ao ano anterior", defende-se.

Ideias como dar acesso ao fisco às contas bancárias acima de 50 mil euros, introduzir alterações ao IMI, criar um novo imposto sobre património imobiliário ou admitir mexidas nos impostos indiretos são, no seu entender, os sinais errados a dar para os investidores. E insistiu: "Esse não é o caminho. Nós sabemos qual é".