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Marcelo sobre Shimon Peres: “A paz deve-lhe muito”

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Chefe de Estado português disse que já apresentou os sentimentos à família de Shimon Peres e ao povo israelita e lembrou que o antigo Presidente de Israel deveria deslocar-se a Lisboa no próximo mês

O Presidente da República lembrou esta quarta-feira o antigo chefe de Estado de Israel Shimon Peres como uma grande figura mundial de paz, de fraternidade e de solidariedade, sublinhando a importância do seu exemplo notável não ser esquecido.

"A paz deve-lhe muito, como foi reconhecido pelo Prémio Nobel e é com muita pena que vemos desaparecer uma figura de paz, de fraternidade, de solidariedade, de criação de condições para aquela área que tanto tem sofrido a guerra, a incompreensão, o afrontamento", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas à saída do Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, que decorre em Lisboa.

Fazendo votos para que "o exemplo notável e que apela muito no coração de todos os que amam a paz em todo o mundo" possa servir de inspiração, o Presidente da República considerou Shimon Peres como "uma grande figura não apenas nacional, mas mundial".

Marcelo Rebelo de Sousa recordou ainda que o antigo Presidente de Israel tinha sido convidado a deslocar-se a Portugal e que a visita deveria realizar-se dentro de um mês. "Mas, infelizmente não vai acontecer", lamentou.

O Presidente da República acrescentou ainda que já apresentou os sentimentos à família de Shimon Peres e ao povo israelita.
O ex-presidente de Israel e Nobel da Paz Shimon Peres morreu esta quarta-feira, por volta das 03:00 (01:00 em Lisboa).

Shimon Peres sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) a 13 de setembro e encontrava-se hospitalizado desde então.

Peres era o último sobrevivente da geração dos "pais fundadores" de Israel e foi um dos principais artesãos dos acordos de Oslo, assinados com os palestinianos em 1993, o que lhe valeu a atribuição do Nobel da Paz em 1994.

Shimon Peres ocupou quase todos os mais importantes cargos políticos em Israel - ministro de várias pastas em vários governos, primeiro-ministro interino, primeiro-ministro e presidente (2007-2014).

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    Em 1993, a redação do Expresso elegeu Shimon Peres como Figura Internacional do Ano pelo papel então desempenhado nos acordos de Paz assinados em a 13 de setembro por Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, e Yasser Arafat, líder da Organização de Libertação da Palestina, nos jardins da Casa Branca, em Washington. No dia da morte de Peres, o Expresso republica um artigo do jornalista José Cardoso na Revista do Expresso de 24 de dezembro desse ano, que revelou os meandros das negociações e traçou o perfil do, à época, chefe da diplomacia israelita

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    Nascido em 1923 na atual Bielorrússia, era uma das últimas figuras que restavam da primeira geração do Estado hebraico. Integrou 12 Governos, duas vezes como primeiro-ministro, antes de assumir a presidência do país entre 2007 e 2014. Foi laureado com o Nobel da Paz em 1994. Tinha 93 anos