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Fim da isenção do IMI: “Os partidos têm de dar o exemplo”

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CDS-PP apresentou um projeto de lei para acabar com a isenção de IMI de que os partido beneficiam atualmente.“É uma questão de justiça, coerência e exemplo", justifica Nuno Magalhães

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O CDS-PP quer alterar a lei do financiamento partidário e acabar com a isenção do pagamento de IMI de que os partidos beneficiam atualmente. Assunção Cristas já o tinha anunciado no último debate quinzenal e o projeto de lei deu entrada esta terça-feira de manhã na Assembleia da República.

Nuno Magalhães (líder parlamentar do CDS-PP) justifica ao Expresso a iniciativa: "É uma questão de justiça e coerência - se vai haver mais sacrifícios fiscais, a nível de impostos indiretos (sobre a gasolina) e património (aumento das taxas relativas a boas vistas e exposição solar), não se justifica que os partidos mantenham esta discriminação positiva".

Mas também por "uma questão de exemplo": "Se vai haver mais austeridade, e todos já percebemos que vai, não se justifica que os partidos, que são quem propõe as medidas de austeridade, fiquem de fora."

Esta é "a primeira de várias propostas" que o CDS-PP se prepara para apresentar durante o debate do Orçamento do Estado para 2017. Relativamente às restantes isenções de IMI (de que beneficiam nomeadamente associações sindicais e a Igreja católica), os centristas dizem-se "disponíveis para avaliar", mas ainda não têm qualquer decisão tomada. "Para já é esta (os partidos) a prioridade".

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