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Política

Jerónimo de Sousa diz que continuidade do Governo PS depende da reposição de direitos

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O secretário-geral do PCP discursou na apresentação do programa eleitoral da CDU durante o Encontro Regional da CDU em Ponta Delgada, nos Açores

EDUARDO COSTA / LUSA

“Não será o PCP que, com certeza, determinará o seu fim, não será o próprio Partido Socialista a determinar o seu fim, o que vai determinar o seu fim ou a sua continuidade é se mantém ou não este caminho aberto”, no sentido da reposição de direitos e salários, disse o secretário-geral comunista

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu este sábado que não será o seu partido a ditar o fim do Governo, liderado pelo socialista António Costa, mas avisou que a continuidade deste depende da reposição de direitos e salários.

"Este Governo e a sua política irão tanto mais longe quanto mais atenderem às reivindicações, às aspirações dos trabalhadores e do povo. Não será o PCP que, com certeza, determinará o seu fim, não será o próprio Partido Socialista a determinar o seu fim, o que vai determinar o seu fim ou a sua continuidade é se mantém ou não este caminho aberto no quadro da nova solução política de se continuar a repor direitos, a repor salários, a repor aquilo que é da mais elementar justiça", afirmou Jerónimo de Sousa.

Para o secretário-geral comunista, "face a isso o Governo PS durará muito", avisando que "se não fizer então a sua responsabilidade é, de facto, grande e determinará o seu fim ou a sua continuidade".

O dirigente comunista discursava em Ponta Delgada, Açores, na apresentação do programa eleitoral da CDU às eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

Aos presentes, Jerónimo de Sousa reafirmou que "não deve haver nenhuma confusão com a situação nacional e com a atual solução política", que "não significa qualquer eliminação de diferenças programáticas entre o PCP e o PS".

"Mantemos a nossa independência política, o que aconteceu foi que o PCP e o PS acordaram numa posição conjunta cujas matérias que essa posição contém definem o grau da divergência e o grau de compromisso, mas nenhum partido abdicou da sua independência e do seu programa", reiterou Jerónimo de Sousa, insistindo que o "primeiro e principal compromisso" dos comunistas "continua a ser com os trabalhadores e com o povo".