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PCP. Défice não pode ser o “critério absoluto” das decisões políticas

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“Não pode ser o défice e metas impostos pela União Europeia que devem condicionar o prosseguimento deste caminho”, defendeu o deputado comunista Paulo Sá

O deputado do PCP Paulo Sá desvalorizou esta sexta-feira os dados do défice do primeiro semestre revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), reiterando que as decisões políticas não devem submeter-se àquele "critério absoluto".

"O PCP entende que não pode ser o défice orçamental o critério absoluto de decisão política. O que é prioritário e relevante para o país é a procura de respostas para os problemas económicos e sociais do país, encontrar soluções para os portugueses e o prosseguimento da política de reposição de direitos e rendimentos", afirmou, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O défice das administrações públicas foi de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, uma diminuição face aos 4,6% registados no período homólogo, segundo o INE.

Apesar da redução homóloga verificada, o valor do défice até junho, de 2,8% do PIB, está acima da meta do Governo para este ano, que é 2,2%, e está também ligeiramente acima da estimativa apresentada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), cujo valor central era de 2,7% de défice na primeira metade do ano.

"Não pode ser o défice e metas impostos pela União Europeia que devem condicionar o prosseguimento deste caminho", insistiu, defendendo a não submissão a tais critérios, "em larga medida arbitrários e que são contrários ao interesse do desenvolvimento do país e, em cada momento, criam dificuldades ao prosseguimento das políticas de reposição de direitos e rendimentos".