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Ferraz da Costa: “Imposto sobre o património não deve avançar. Ponto final”

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

“Sejam 500 mil ou um milhão, é um sinal péssimo.” Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, pede ao Governo que deixe cair o imposto sobre o património e prepara, com Marcelo, um Fórum para o Investimento.

"O imposto sobre o património não deve avançar. Ponto final." Em declarações ao Expresso, Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, diz que "o problema não é o limite". "Sejam 500 mil euros ou um milhão", um novo imposto "terá um efeito muito mau no investimento e muito pequeno na arrecadação de receita".

A instabilidade fiscal é, para o presidente do Fórum, o grande problema: "Se o sistema muda cada seis meses ao sabor das necessidades do Governo, isso tem um efeito péssimo. Não é sério andarmos a aliciar milhares de franceses que vieram comprar casas em Lisboa para agora, que já cá estão, dizermos 'toma lá com mais impostos'".

Pedro Ferraz da Costa diz que "todos os que investem cá deviam ser premiados e não chateados", alerta para a urgência de não prejudicar o investimento e acusa BE e PCP de "só quererem ganhar votos". O pior, diz, é que, "a prazo, o que vai acontecer é que saem prejudicados os ricos e os pobres", porque "um país que cresce 1% não cria um posto de trabalho".

Ferraz da Costa está a organizar, em estreita articulação com o Presidente da República, um Fórum para o Investimento, que decorrerá em Lisboa em outubro e contará com a participação de Marcelo Rebelo de Sousa.